Árabes serão demitidos da Companhia Ferroviária de Israel

Jerusalém, 30 mar (EFE).- Cerca de 100 árabes israelenses perderão na próxima quarta-feira seus empregos na Companhia Ferroviária de Israel, ao entrar em vigor uma norma que exige o serviço militar, apesar de eles estarem isentos desse cumprimento.

EFE |

"Simplesmente se impôs uma nova condição para determinados postos de trabalho, que é ter cumprido o serviço militar", disse à Agência Efe hoje um porta-voz do escritório de relações públicas da companhia.

O novo requisito afetará cerca de 100 árabes israelenses - palestinos que ficaram em Israel após o nascimento do Estado judeu em 1948, mais seus descendentes - que trabalham como vigias das passagens em nível e foram contratados pela empresa de recursos humanos Hashmira.

Cerca de 60% dos 260 funcionários nesses postos são árabes israelenses que, assim como os ultra-ortodoxos judeus, são isentos do serviço militar, obrigatório no país durante três anos no caso dos homens e dois no das mulheres, informou hoje a imprensa local.

Segundo o porta-voz da empresa ferroviária, a nova política "não é contra os árabes, já que os árabes que tiverem cumprido o serviço militar poderão trabalhar nesses postos, e os israelenses judeus que não tiverem cumprido não poderão fazer o mesmo".

A necessidade de os funcionários terem passado pelo Exército "é um requisito que foi recomendado pelo departamento de segurança" da companhia ferroviária, que considera que os vigias das vias podem ser importantes ao detectar possíveis atentados ou sabotagens contra o serviço ferroviário. EFE aca/an

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