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Árabes ameaçam boicotar aulas se o termo Nakba for retirado dos livros

JERUSALÉM - Educadores e pais da comunidade árabe com cidadania israelense ameaçaram, nesta segunda-feira, realizar um boicote às escolas se o termo Nakba (catástrofe), nome dado pelos palestinos à criação do Estado judeu em 1948, for retirado dos livros.

EFE |

Em entrevista coletiva convocada em Nazaré, no norte de Israel, o Comitê de Acompanhamento de Educação Superior da comunidade árabe-israelense considerou que a retirada do termo "Nakba" dos livros escolares significaria "uma chamada à insurreição civil".

O comitê advertiu que a medida, anunciada pelo Ministério da Educação de Israel, está incluída em uma série de decisões discriminatórias que o governo conservador de Benjamin Netanyahu adotou desde que tomou posse, há cinco meses.

Entre as decisões, os integrantes do comitê citaram "a conversão para o hebraico de todos os sinais de estrada, a obrigação de cantar a Hatikva (hino nacional de Israel) e o alistamento no Exército como um critério de rendimento escolar".

"Os governos destes últimos anos se caracterizaram por criar ignorância e discriminação", denunciou o diretor do comitê, Atef Moadi, acompanhado na entrevista coletiva por personalidades árabes israelenses, como o prefeito de Nazaré, Ramez Jeraisy.

Moadi exigiu que o ensino para os árabes tenha um regime autônomo, em relação ao sistema estadual de educação em Israel.

A ameaça de boicote foi feita a menos de 24 horas do início do ano letivo em Israel, que começa nesta terça-feira.


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