AQMI reivindica autoria de atentados na Argélia e faz novas ameaças

Argel, 15 jun (EFE).- A organização terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) reivindicou a autoria dos atentados cometidos na semana passada na Argélia e ameaçou novamente pontos estrangeiros no país norte-africano.

EFE |

Em comunicado divulgado na internet, a AQMI assume a autoria do ataque de 8 de junho contra a empresa de obras públicas francesa Razel em Beni Amran, na província de Boumerdès, que matou um engenheiro francês dessa companhia e um motorista argelino.

"No domingo, 8 de junho, nossos combatentes explodiram o veículo do francês e, após a chegada dos apóstatas, nossos 'mujahedin', que os esperavam, explodiram uma segunda bomba", afirma o comunicado.

A AQMI reitera suas ameaças contra alvos franceses e de outros países estrangeiros na Argélia.

"Saibam, cruzados e apóstatas que os servem, que os batalhões da fé estão comprometidos a se jogar sobre vocês", afirma o comunicado.

Em fevereiro, a organização terrorista já tinha ameaçado em outro comunicado atacar os "judeus, os cristãos e seus interesses".

A AQMI também reivindica o duplo atentado de 4 de junho contra um quartel da Guarda Republicana e um café do bairro de Le Lido, em Argel, e afirma que essas ações, que deixaram três mortos e cinco feridos, foram cometidas por dois terroristas suicidas.

"Os mártires Ibrahim al-Adham e Youssef Abu Basir al-Asimi explodiram seus cintos explosivos com poucos minutos de diferença", afirma a nota.

O suicida identificado como Asimi aparece em uma foto no site islâmico com uma arma na mão.

Fontes de segurança disseram que a idade do primeiro suicida não passava de 27 anos, e que ele tinha se juntado recentemente aos grupos terroristas.

O segundo nasceu na província de Boumerdès em 1969, segundo as mesmas fontes.

O comunicado da AQMI afirma que a dupla explosão em Le Lido tinha sido preparada há quatro meses, e considera as sedes das companhias estrangeiras como "alvos legítimos".

Além disso, a organização terrorista reivindica o atentado com bomba contra um comboio do Exército em 5 de junho em Delys, 25 quilômetros ao leste de Argel, que causou a morte de seis soldados.

EFE sk/an

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