Apuração confirma reeleição de Correa em primeiro turno no Equador

Quito, 6 mai (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, obteve 51,9% dos votos nas eleições do último dia 26, o que garante sua reeleição caso os resultados da apuração divulgada hoje sejam oficializados.

EFE |

Com 100% das urnas apuradas, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) equatoriano divulgou em seu site que Correa, do partido Aliança País, recebeu 3.583.006 votos.

O ex-presidente equatoriano Lúcio Gutiérrez, do partido Sociedade Patriótica, que alega a existência de fraude nas eleições para presidente, obteve 1.948.104 votos (28,24%).

Gutiérrez reafirmou hoje suas denúncias de fraude e afirmou que, por isso, desconhece os dados revelados pelo CNE e continua defendendo a necessidade da realização de um segundo turno.

Segundo o CNE, o terceiro lugar ficou com o empresário Álvaro Noboa, com 788.943 votos (11,44%).

De acordo com a lei eleitoral do Equador, vence a eleição para presidente o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos ou o que conseguir 40% do total com uma diferença de dez pontos percentuais sobre o segundo colocado no primeiro turno.

De acordo com o portal do CNE, Correa venceu em 17 províncias e Gutiérrez, nas sete restantes, especialmente na região amazônica, onde recebeu uma grande votação em comparação com a do atual governante.

Correa também foi o mais votado pelos equatorianos residentes na Europa, na Ásia e na Oceania, nos Estados Unidos e no Canadá, assim como na América Latina e no Caribe.

O presidente do CNE, Omar Simon, declarou hoje à Agência Efe que realizará hoje à noite a "proclamação numérica dos resultados" por meio de uma mensagem televisionada à nação.

Depois desse pronunciamento, há um período de 24 horas para o recebimento de pedidos de impugnações e de mais cinco dias para resolvê-las, esclareceu Simon. Só depois desses prazos haverá a proclamação oficial dos resultados.

Baseado nos resultados numéricos, Simon disse que estes confirmam a reeleição em primeiro turno de Correa, um economista de 46 anos que chegou à Presidência em janeiro de 2007.

Com esses resultados, no dia 14 de junho, para quando estava marcado o possível segundo turno, só serão eleitos os cinco representantes equatorianos do Parlamento Andino e os 3.985 delegados das juntas paroquiais.

Nas eleições de 26 de abril, os equatorianos escolheram, além do presidente, seus parlamentares e autoridades municipais e rurais.

Em resposta às reiteradas denúncias de Gutiérrez, que governou o Equador de 2003 a 2005 e foi destituído pelo Parlamento, o funcionário do CNE Fausto Camacho disse hoje que é uma "falsidade absoluta" que o sistema de informática tenha sido manipulado e pediu para que o ex-presidente apresente provas.

Além disso, assegurou que está disposto a submeter o sistema de contagem de votos a uma auditoria, tal como um irmão de Gutiérrez teria reivindicado na segunda-feira passada.

"Disse a ele, em minha condição de delegado do Conselho perante a Comissão de Vigilância do processo eleitoral, que designem quem tenha essas condições e que nós não temos nenhum problema para que isso seja levado adiante", afirmou.

Camacho ratificou que as denúncias "respondem a uma estratégia política de não querer aceitar sua condição de derrotado e pretender deslegitimar a natureza deste processo e as autoridades que foram eleitas pelo voto popular". EFE sm/bba

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