Aproximação com Pyongyang marca mandato de Roh à frente da Coreia do Sul

ficar marcado por Seul, 23 mai (EFE).- O ex-presidente da Coreia do Sul Roh Moo-hyun, que morreu hoje ao se jogar de uma montanha, tentou a todo custo uma reconciliação com Coreia do Norte durante o seu mandato (2003-2008), mas não atingiu este objetivo.

EFE |

Em negociações com o chefe de Estado norte-coreano, Kim Jong-il, Roh buscou avanços "pragmáticos" que pudessem derivar numa declaração de paz definitiva na península coreana e, assim, abrir caminho para a unificação dos dois países, divididos desde a guerra de 1953, finda após a assinatura de um armistício.

Os dois líderes coreanos chegaram a participar de uma cúpula em Pyongyang, em outubro de 2007. Nela, decidiram impulsionar a "paz permanente" numa declaração histórica a favor da desnuclearização da península, de uma maior cooperação econômica e de um tratado de paz.

O sul-coreano, que concluiu seu mandato em fevereiro do ano passado, após ter chegado à Presidência com uma popularidade de quase 50%, era um homem que despertava paixões, tanto para o bem como para o mal.

No último dia 30, Roh compareceu compareceu ao escritório da Promotoria de Seul para depor sobre seu suposto envolvimento num escândalo de suborno.

O ex-presidente, que já havia pedido "perdão por ter decepcionado" a população, admitiu que sua mulher, Kwon Yang-sook, aceitou dinheiro de Park Yeon-cha, diretor de uma fábrica de calçados sul-coreana e detido por subornar altos funcionários do Executivo.

Sobre Roh, que liderava o partido progressista Uri (Nosso Partido), também recaía a suspeita de que tinha conhecimento do pagamento de US$ 5 milhões feito por Park a seu filho, Roh Gun-ho, e a seu sobrinho, Yeon Cheol-ho.

Os seguidores do ex-presidente diz que, em cinco anos de mandato, ele conseguiu modernizar um país que, em menos de duas décadas de democracia, é a décima economia mundial.

Já seus detratores o acusam de ser o responsável pelo aumento da inflação e por promover tratados de livre-comércio que prejudicam os agricultores. EFE doc/sc

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