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Aprovar acordo com Colômbia é urgente , diz Bush

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta segunda-feira que a aprovação de um acordo de livre comércio com a Colômbia pelo Congresso americano é urgente.

BBC Brasil |

Bush fez os comentários em Washington, pouco antes de assinar um documento que dá ao Congresso um prazo de até 90 dias para votar o acordo.

De acordo com o presidente americano, a ratificação do tratado vai propiciar "avanços para os interesses de segurança nacional nos Estados Unidos em uma região crucial" e "fortalecer um aliado corajoso, em nosso hemisfério".

Bush ressaltou que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, tem feito avanços importantes na repressão ao tráfico de drogas, no combate ao terrorismo e na restauração de valores democráticos.

Resultados

Segundo o presidente americano, Uribe tem colhido resultados, a despeito da pressão que enfrenta da "rede terrorista" Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do "regime antiamericano e hostil da Venezuela", que "vem mantendo encontros com líderes terroristas das Farc e mobilizado tropas nas fronteiras da Colômbia para intimidar o governo e o povo colombiano".

O tratado de livre comércio foi assinado pela primeira vez em novembro de 2006 e recebeu emendas no ano seguinte.

Desde então, os democratas do Congresso e grupos ativistas têm expressado oposição ao acordo, devido a inúmeros assasinatos de líderes sindicais colombianos e de alegações de que o governo de Uribe tem laços com grupos paramilitares.

O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, disse que o governo Bush está condenando o acordo ao fracasso ao usar a tática do "fast track", que impõe um prazo para a votação do tratado.

"Ao enviar o acordo de livre comércio com a Colômbia em circunstâncias que aumentam suas possiblidades de fracasso, ele está acrescentando mais um erro a seu legado e mais uma bagunça para o próximo presidente consertar", disse Reid.

Demissão de marketeiro

No domingo, Mark Penn renunciou ao cargo de marketeiro da campanha da pré-candidata democrata Hillary Clinton, após um encontro que manteve com autoridades colombianas.

Hillary tem sido contrária ao tratado de livre comércio com a Colômbia. Por isso, Penn inicialmente afirmou que estava representando os interesses de sua empresa de lobby, e não a candidata democrata, no encontro com os representantes colombianos.

Mas muitos dentro da campanha de Hillary julgaram que Penn manifestou um conflito de interesses que poderia prejudicar a candidata, há poucos dias da importante primária do Estado da Pensilvânia.

Tanto Hillary como Barack Obama têm manifestado oposição a tratados de livre comércio e alegam que o Nafta (o Acordo de Livre Comércio da América do Norte) provocou uma significativa perda de empregos americanos.

Termos do tratado

A representante comercial dos Estados Unidos, Susan Schwab, afirmou que o acordo de livre comércio entre os Estados Unidos e a Colômbia "tornará trabalhadores, fazendeiros e empreendedores americanos mais competitivos".

De acordo com Schwab, o tratado vai derrubar barreiras e abrir caminho para que produtos americanos cheguem a potenciais 44 milhões de consumidores na Colômbia.

Na opinião de Bush, o tratado eliminará tarifas impostas a mais de 80% de produtos que os Estados Unidos exportam para a Colômbia, em setores que vão desde artigos agrícolas até equipamentos de construção e peças automotivas.

"Se você é um fazendeiro americano, é do seu interesse que este acordo seja aprovado", afirmou o presidente. "Afinal, produtos agrícolas como carne de qualidade, algodão, trigo, soja e frutas entrarão (na Colômbia) livres de impostos."

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