Aprovação à Constituição boliviana chega a 60%, segundo apuração

LA PAZ - O sim à nova Constituição da Bolívia que foi votada no domingo em referendo já se aproxima de 60% de apoio, com 70% dos sufrágios apurados, segundo dados divulgados hoje pela Corte Nacional Eleitoral (CNE).

Redação com EFE |

Até agora, mais de 1,4 milhão de bolivianos respaldaram o projeto constitucional promovido pelo Governo de Evo Morales (59,5%), enquanto pouco menos de 990 mil eleitorais (40%) rejeitaram a proposta.

A CNE destacou também que a participação, que na Bolívia é obrigatória, se aproxima dos 91%.

As pesquisas de boca-de-urna divulgadas pela imprensa coincidiram na vitória do "sim" com 60% no país, mas com uma grande rejeição nas regiões governadas por opositores autonomistas.


Jornal dá vitória ao "sim" na Bolívia / AP

As contagens parciais indicam um apoio superior a 70% em La Paz, Oruro e Potosí. Em Cochabamba, onde a apuração está praticamente encerrada, o respaldo à nova Carta Magna passa de 64%.

No entanto, o texto é rejeitado em Chuquisaca e Tarija, assim como em Santa Cruz, Beni e Pando, departamentos nos quais o "não" ao projeto soma cerca de 70%.

O presidente da Corte Nacional Eleitoral, José Luis Exeni, disse hoje que, se não for necessário repetir a votação em alguma mesa, os resultados finais devem sair na próxima segunda-feira, e, em seguida, ser enviados ao Congresso Nacional.

Mensagem de Obama

O presidente Evo Morales qualificou de "encorajadora" a mensagem de felicitação pelo referendo que recebeu do governo Barack Obama após a votação realizada no domingo.

"Esperamos que essa mensagem permita que se respeite a vontade soberana do povo e também aprofunde a democracia como estamos fazendo na Bolívia", destacou Morales.

O chefe de Estado boliviano lembrou que com o Governo George W. Bush existiram "muitos problemas" e que o novo Executivo americano deve respeitar essa decisão democrática.

"Sinto que é uma mensagem que vai respeitar as decisões tomadas pelo Governo boliviano", assinalou.

Sobre a iniciada da nova Constituição, Morales disse estar disposto a conversar com a oposição e destacou que nesta terça-feira haverá uma reunião ampla do gabinete "para planejar como a Carta será implantada".

No entanto, Morales lembrou que é necessário "esperar o resultado final" da comissão eleitoral para, com isso, "já trabalhar de maneira aberta e amplamente democrática". 

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