Apresentadas acusações contra executiva de banco que cometeu fraude nos EUA

Washington, 27 fev (EFE).- Laura Pendergest-Holt, investidora-chefe do banco Stanford Financial Group - do magnata texano Robert Allen Stanford -, compareceu nesta sexta-feira a um tribunal, sob acusação de obstrução à justiça, o primeiro caso penal vinculado à suposta fraude cometida pelo grupo financeiro.

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Laura foi detida ontem em Houston (Texas) por supostamente mentir aos investigadores da Comissão da Bolsa de Valores (SEC, na sigla em inglês) em duas reuniões este mês, informou o FBI (polícia federal americana) em comunicado.

A executiva passou a noite na prisão e hoje comparecerá perante a juíza Mary Milloy.

Stanford, por sua vez, está em liberdade, embora tenha que entregar seu passaporte ao FBI.

A SEC acusa Stanford, Laura e o diretor financeiro do banco, James Davis, de fraudar milhares de investidores com a venda de certificados de depósito no valor de US$ 8 bilhões com uma rentabilidade impossível.

Prometiam, por exemplo, juros de 10% anual em dólares por depósitos a cinco anos, segundo o documento apresentado pelo FBI contra Laura.

Esse documento revela também que um executivo do banco - que não é identificado - pegou um empréstimo de US$ 1,6 bilhão da base de capital da entidade.

Laura não informou à SEC dessa operação, que a agência conhece graças à cooperação de três funcionários do banco, cuja identidade também não é divulgada no documento.

A executiva é a primeira que enfrenta acusações penais, já que o processo contra os outros dois acusados é de caráter civil.

Segundo o FBI, Laura se reuniu em Miami no começo de fevereiro com executivos do banco para preparar sua entrevista à Comissão, mas sob juramento negou aos investigadores ter se encontrado com alguém além de seu advogado para estar preparada para a reunião.

Laura, formada em matemática, entrou no Grupo Financeiro Stanford em 1997 como analista e foi sendo promovida até ser a chefe de investimento, apesar do pouco conhecimento que supostamente diz ter de em que colocava o dinheiro do banco. EFE cma/ma

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