(atualiza com retomada do julgamento). Bangcoc, 24 jul (EFE).- O controvertido julgamento contra a líder opositora birmanesa e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, foi retomado hoje na prisão de segurança máxima de Insein em Yangun com a apresentação dos argumentos finais pela Procuradoria e pela defesa.

Os advogados de defesa finalmente receberam permissão para visitar sua cliente nesta quinta-feira, um dia depois de a visita ter sido proibida. Segundo Nyan Win, um dos magistrados, eles e Suu Kyi conversaram por mais de duas horas para definir a alegação de inocência.

Está previsto que Suu Kyi compareça diante do júri e, depois, o tribunal vai fixar uma data para a sentença, que provavelmente será ditada no mês que vem, segundo a defesa.

A líder opositora, que passou 14 dos últimos 20 anos presa, é acusada de violar as condições da prisão domiciliar que cumpria desde 2003 por permitir que um cidadão americano pernoitasse durante duas noites em sua casa.

Caso seja considerada culpada, a líder opositora pode ser condenada a até cinco anos de prisão, o que a impediria de participar das eleições que o regime birmanês pode realizar em 2010, em pleito que foi tachado de farsa pela dissidência.

Mianmar é uma ditadura militar desde 1962 e não celebra um processo eleitoral democrático desde 1990, quando o partido liderado pela própria Suu Kyi venceu as eleições. Os resultados jamais foram aceitos pelos generais que governam o país. EFE tai/bba

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