Bangcoc, 30 mai (EFE).- Os dois juízes militares que julgam a principal opositora birmanesa e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi adiaram a data de apresentação dos argumentos finais de 1º para 5 de junho, confirmaram hoje fontes da dissidência.

"O tribunal pronunciará a sentença depois dos argumentos", detalhou o letrado Kyi Win, da equipe de três advogados que defendem Suu Kyi, de 63 anos.

O tribunal especial organizado no interior da penitenciária de Insein, nos arredores de Yangun, comunicou a mudança nesta sexta-feira passada.

Suu Kyi foi acusada de descumprir os termos de sua detenção quando permitiu que o americano John William Yettaw dormisse em sua casa.

Yettaw, de 53 anos, foi detido em 6 de maio após abandonar a casa da líder opositora quando retornava nadando pelo lago Inya.

A detenção e o julgamento da Nobel da Paz de 1991 ocorrem poucos dias antes do fim de sua mais recente prisão domiciliar, punição que cumpriu durante mais de 13 dos últimos 19 anos.

Governos de todo o mundo e organizações internacionais, com as Nações Unidas à frente, condenaram o processo e pediram a libertação imediata da líder opositora.

A defesa de Suu Kyi alega que sua cliente permitiu que Yettaw passasse a noite em sua casa por compaixão, porque percebeu que ele estava muito cansado após atravessar nadando o lago Inya e não poderia retornar.

Além disso, os defensores dizem que a culpa pela invasão é das autoridades, que são responsáveis pela segurança da casa. EFE tai/mh

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