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WSJ sugere aos EUA seguirem exemplo do Brasil em petróleo

Em coluna publicada nesta quinta-feira, o Wall Street Journal compara a atitude dos Estados Unidos e do Brasil em relação às reservas submarinas de petróleo e gás, pedindo aos EUA: Perfurem! Perfurem! Perfurem!.

BBC Brasil |

"(O ex-presidente francês) Charles de Gaulle uma vez descreveu o Brasil em seis palavras: 'O Brasil não é um país sério'. Quanto tempo resta até que alguém diga a mesma coisa sobre os Estados Unidos?", pergunta o jornal.

O Wall Street Journal comenta que, em comum, o Brasil e os Estados Unidos têm o preço do petróleo cotado em dólares e as vastas reservas de petróleo em águas próximas à sua costa.

E é aí, segundo o jornal, que se dividem os países sérios e não sérios.

Em novembro passado, diz o jornal, o Brasil descobriu reservas estimadas em bilhões de barris de petróleo na Bacia de Santos.

O governo americano sabe há décadas que há pelo menos 8,5 bilhões de barris de petróleo em reservas no fundo do mar, em frente às costas do Pacífico, do Atlântico e do Golfo do México. Há estimativas do próprio governo de que essas reservas podem chegar a 86 bilhões de barris.

"Quando o Brasil fez a descoberta, em novembro, seu Congresso anunciou que, por temer vazamentos de óleo atingindo as praias do Rio ou alterando o clima, ele iria renunciar à exploração desses campos? Claro que não. Guilherme Estrella, diretor de exploração e produção da companhia brasileira de petróleo Petrobras, disse: 'É uma posição extraordinária para o Brasil'. Sim, é."

Segundo o jornal, em um momento como o atual, qualquer país só deixaria de explorar reservas deste tamanho por incompetência técnica, menos os Estados Unidos.

"A Califórnia não vai explorar os estimados 1,3 bilhões de barris de óleo recuperável em frente à sua costa por causa das lembranças ruins do vazamento de óleo em Santa Barbara... em 1969."

"Nós não vamos explorar os estimados 5,6 bilhões de barris de petróleo da desolada área conhecida como Refúgio Nacional da Vida Selvagem do Ártico (ANWR, na sigla em inglês) por causa ... dos alces."

O jornal ainda critica os ex-presidentes americanos George Bush (pai) e Bill Clinton por terem vetado a exploração dessas reservas, e também os candidatos Barack Obama, do Partido Democrata, e John McCain, do Partido Republicano, por não lidarem propriamente com o assunto.

"Parte do atual preço do galão de gasolina a US$ 4 dólares pode ser atribuída à política monetária inflacionária do Federal Reserve (Banco Central americano), ou até especulações. Mas podemos dar adeus ao galão de gasolina a US$ 1,25 que nos anos 90 permitiram a um presidente Bush distraidamente trancar as jóias de gás e petróleo. Este não é o mundo de energia de teu pai. Novos poderes mundiais emergem rápido e precisam de energia. Precisamos voltar ao jogo", afirma o WSJ.

O jornal afirma que neste ano, os Estados Unidos entraram para o mundo real do custo de energia e alguém tem que explicar por que somente o país não explora suas reservas no fundo do mar.

"Nós podemos marcar este como o ano em que os Estados Unidos se cansaram de ser um país sério", conclui o artigo.

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