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Sim, nós podemos: Al Gore defende novo acordo mundial sobre o clima

Retomando o slogan de campanha do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, o prêmio Nobel da Paz Al Gore disse nesta sexta-feira em Poznan, na Polônia, que é possível alcançar um novo acordo mundial para combater as mudanças climáticas.

AFP |

"Yes, we can" ("sim, nós podemos"), afirmou o ex-vice-presidente americano, ovacionado pelos milhares de delegados reunidos na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de Poznan.

"Nossa casa, a Terra, está em perigo", alertou Gore no último dia da conferência de Poznan.

"Estamos nos aproximando de uma série de pontos críticos que, dentro de menos 10 anos, tornarão impossível evitar danos irreparáveis ao planeta e à sua capacidade de abrigar a civilização humana - a menos que algo seja feito rápido", afirmou.

Mas, continuou, pelo menos nos Estados Unidos, na Europa, na China, no Brasil e em vários outros países, um movimento está crescendo em direção a um tratado no ano que vem que pode reverter a ameaça.

Comparando a grande velocidade dos efeitos do aquecimento global e a lentidão na elaboração de um novo acordo internacional, Gore pediu mais ação aos negociadores.

"Mesmo se os progressos pareçam dolorosamente lentos (...), acho que as razões para ter esperança e ser otimista são mais importantes que as razões para duvidar e se desanimar", declarou.

"A luta entre a esperança e o medo está acontecendo hoje, aqui mesmo na Europa", continuou Gore, referindo-se à difícil negociação em Bruxelas de um plano sobre as mudanças climáticas da União Européia.

"Chegou a hora de os chefes de Estado e governo se envolverem pessoalmente nas várias reuniões" de negociação que devem acontecer no próximo ano, com o objetivo de alcançar um acordo em dezembro 2009, na conferência prevista em Copenhague, considerou.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou na quinta-feira em Poznan que estudava a possibilidade de organizar uma cúpula e chefes de Estado e governo em setembro do ano que vem, em Nova York, durante a Assembléia Geral das Nações Unidas.

"Acredito que o caminho para Copenhague está livre", concluiu Al Gore, em meio a uma nova onda de aplausos.

Cientistas apontam a influência humana, principalmente a queima de combustíveis fósseis em usinas elétricas, carros e fábricas, além da agricultura e do desmatamento, como principal causa do aquecimento global, denunciado por Gore no documentário "Uma verdade incoveniente", de 2006.

acc/ap/sd

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