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S. parecia cansado, mas feliz , diz porta-voz da Embaixada dos EUA

RIO DE JANEIRO - A porta-voz da Embaixada dos Estados Unidos, Orna Blum, deu sua versão de como foi a entrega de S.G., de 9 anos, ao pai americano na manhã desta quinta-feira. Ela afirmou que a avó do menino, Silvana Bianchi, conversou com o neto em uma sala privada e, em seguida, ele foi levado para o local onde estava o pai, David Goldman, oficiais do consulado e psicólogos. ¿Ele parecia cansado, mas feliz¿, disse.

Anderson Dezan e Rodrigo de Almeida |

AP

S.G. chega a consulado com o padrasto

Orna Blum lamentou o fato do garoto ter chegado ao consulado pela rua e sido exposto a jornalistas e fotógrafos. Foi uma pena. Eu e o governo americano estamos cientes de que toda família teve a informação que eles tinham acesso pela garagem privada, afirmou.

O advogado da família de S.G., Sérgio Tostes, afirmou que essa opção não foi oferecida. Ninguém falou isso. Até que provem o contrário estão mentindo, disse.

S.G. chegou ao consulado americano na manhã desta quinta-feira bastante assustado. O menino estava acompanhado do padrasto, o advogado João Paulo Lins e Silva, da avó materna, Silvana Bianchi, e do advogado da família.

Houve enorme tumulto porque o carro da família parou em uma avenida próxima e todos vieram a pé por 200 metros até o prédio do consulado, cercados de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas, que trocavam empurrões. 

Contradições

A porta-voz da Embaixada dos Estados Unidos, Orna Blum, também negou nesta quinta-feira que a avó de S.G. não tenha conseguido autorização para ver o neto. Ela pode viajar, basta ter o visto e ela tem, afirmou.

Mais cedo, em coletiva, Tostes disse que a avó foi impedida de acompanhar o menino na viagem. "O governo americano negou a ida dela e o governo brasileiro aceitou", criticou.

O advogado da família disse ainda que "é uma desumanidade ele (S.G.) embarcar sem a garantia de que a avó poderá visitá-lo nos Estados Unidos. Segundo Tostes, a família não deve ir aos Estados Unidos sem antes ter a certeza de que poderão ver a criança. A família só vai certa de que poderá visitá-lo e que não será humilhada, disse.

Embarque

O menino S.G. embarcou com o pai, David Goldman, rumo aos Estados Unidos  por volta das 11h50 desta quinta-feira no aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro. Os dois viajaram em um jato particular, que foi fretado pela emissora norte-americana NBC.

AE

David Goldman acena ao embarcar com o filho em avião fretado

Na última terça-feira, o ministro Gilmar Mendes restabeleceu a decisão do TRF, que determinou que o garoto fosse levado aos Estados Unidos, cassando a liminar do colega Marco Aurélio Mello, que ordenava a permanência do menino no Brasil.

O TRF havia determinado que o garoto voltasse com o pai para os EUA em 48 horas, contadas a partir da última terça-feira (16/12). Após o parecer de Mendes, o TRF levou em consideração o período entre o anúncio de sua decisão e a divulgação da liminar de Marco Aurélio Mello, marcando o prazo final para a manhã desta quinta-feira.

O caso

S.G. veio para o Brasil em 2004 com a mãe, a estilista Bruna Bianchi. No Brasil, Bruna separou-se de David Goldman, não retornou aos EUA e, posteriormente, casou-se com o advogado João Paulo Lins e Silva. Em agosto de 2008, Bruna morreu durante o parto da segunda filha.

De lá para cá, Goldman e Lins e Silva disputavam a guarda do menino. Na quarta-feira, a família materna de S.G. anunciou que não iria recorrer à decisão do STF. "A guerra acabou", disse o advogado Sérgio Tostes.

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