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Um concurso de perguntas e respostas organizado por uma milícia islâmica na Somália teve como prêmio aos vencedores armamentos e munição. Os prêmios incluíam fuzis AK-47, granadas de mão e minas anti-tanque.

O 'quiz' organizado pela milícia Al-Shabab na cidade portuária de Kismayo durante o mês do Ramadã incluía questões sobre o Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, e sobre a geografia somali.

A milícia Al-Shabab e outros grupos islâmicos impuseram a sharia, a lei islâmica, em várias partes do país.

Cerimônia
Os prêmios foram entregues na sexta-feira numa cerimônia acompanhada por centenas de pessoas.

Os líderes da Al-Shabab pediram aos pais que ensinassem seus filhos como manejar armamentos para que eles possam combater os "inimigos".

"Os vencedores ganharam um fuzil AK-47, novo em folha, além de duas granadas de mão, uma mina anti-tanque e equipamentos de escritório, incluindo um computador", anunciou à plateia um dos organizadores do concurso, Abdiweli Mohamed Adam.

"O segundo prêmio é uma AK-47 e alguns suprimentos. Nunca em minha vida vi prêmios tão bons", afirmou.

Adam disse que o objetivo da competição era impedir que jovens desperdicem seu tempo livre e fazer com que eles se concentrem em "coisas importantes" como defender seu território e sua religião.

Código de conduta
O duro código de conduta imposto pela milícia Al-Shabab em várias partes do sul e do centro da Somália controladas pelo grupo exige que as mulheres usem burcas e proíbe os homens de mascar o qat, um popular narcótico leve.

As pessoas que não cumprem as normas são severamente punidas - muitas com amputações de membros.

Vários países ocidentais acusam a Al-Shabab de manter ligações com a rede Al-Qaeda.

A Somália vive sem a autoridade de um governo central desde 1991.

Um governo nacional apoiado pela Organização das Nações Unidas controla apenas partes da capital do país, Mogadíscio.

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