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Pátria, restituição ou morte , diz Zelaya a seus seguidores

Pátria, restituição ou morte, proclamou o presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, nesta segunda-feira, para milhares de seus seguidores reunidos diante da embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

AFP |

"Ninguém mais vai me agarrar dormindo e minha posição é a pátria, a restituição ou a morte", disse Zelaya na embaixada do Brasil, ao lembrar o golpe militar que o tirou do poder, no dia 28 de junho passado.

"Acreditaram que iam me deter na fronteira, mas estou aqui, vivo, e coberto com a energia deste povo. Não se deram conta de que temos mais estratégia, capacidade e organização".

"Os que acreditaram neste servidor, não se enganaram, porque tenho o espírito rebelde dos 'cinchoneros de Olancho'", destacou Zelaya, em referência ao camponês revolucionário de sua terra, Serapio Romero, cujo nome batizou um grupo guerrilheiro de esquerda dos anos 80.

"Tenho muitas maçãs na terra de Olancho, assim, os que quiserem ir comigo a Olancho, abasteçam suas máquinas e vamos. A marcha avança incontível e não se detém até a vitória.

No início da noite, a energia elétrica foi cortada pelas autoridades na zona da embaixada do Brasil, no bairro de Palmira, no nordeste de Tegucigalpa, para onde foram enviadas várias ambulâncias da Cruz Vermelha.

O presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, decretou o toque de recolher, em todo território nacional, entre às 16H00 local desta segunda-feira e às 07H00 de terça.

Segundo o embaixador nicaraguense na Organização dos Estados Americanos (OEA), Denis Ronaldo Moncada, o presidente deposto não aceita o Acordo de San José para superar a crise em Honduras.

Pelo acordo promovido pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, Zelaya voltaria ao poder até a realização das eleições, previstas para 29 de novembro, sem a possibilidade de se apresentar como candidato.

O golpe que derrubou Zelaya foi motivado por sua insistência em realizar um referendo sobre sua reeleição, após a medida ser recusada pelo Congresso e pelo Supremo Tribunal.

jz/LR

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