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O tremor derrubou tudo, as estantes, as crianças , diz diretora de orfanato no Haiti

A diretora de um orfanato nos arredores de Porto Príncipe, Dixie Bickel, descreveu para a BBC o momento em que o terremoto atingiu o Haiti. A casa sacudiu por cerca de 35 segundos, disse ela.

BBC Brasil |

"Eu estava no escritório, tentei sair, mas tudo estava caindo das estantes, e eu não conseguia me mover dentro da sala."

"O prédio balançou, muitas pessoas viram o prédio balançar do lado de fora", conta Dixie, mas ela afirma que, aparentemente, não há danos estruturais, ou rachaduras no edifício.

"O temor derrubou tudo", conta Dixie. "As crianças, os funcionários, os livros e objetos das estantes. Até a comida que estava no forno, para o jantar das crianças, caiu no chão. Basicamente, tudo sacudiu."
A diretora do orfanato disse que as crianças todas foram evacuadas do prédio e que após o terremoto houve vários tremores secundários.

"Nas primeiras duas, três horas depois do sismo, sentimos tremores a cada cinco, 10 minutos", conta Dixie. "Não há linhas telefônicas funcionando, ninguém está conseguindo falar com ninguém, ninguém sabe o que está acontecendo. Só é possível imaginar os estragos."
Para ela, só será possível ter uma ideia melhor do estrago na quarta-feira, com a luz do dia.

A diretora contou ainda que uma pediatra que trabalha na região de Petionville, nos arredores de Porto Príncipe e onde vivem vários diplomatas, ligou para o orfanato contando que um hospital havia desabado, e que um grande hotel ficou bastante danificado.

"A situação está caótica", disse Dixie.

"Recebi uma ligação de alguém que mora em Nova York, dizendo que alguém que mora aqui havia ligado dizendo que estava preso em casa."

"A casa deles desabou", disse ela, "eles não conseguiram sair dos escombros e estão com problemas para respirar. Ele queria saber se podíamos ir ajudá-los, mas estamos muito longe. Não podemos sair daqui e ir a lugar nenhum hoje (terça-feira) à noite, porque as estradas em nosso bairro foram danificadas".

"É muito frustrante saber que há gente presa nos escombros, enterrados sob a casa, não conseguem sair e estão pedindo ajuda", afirma ela.

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