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Multidão sai às ruas em Copenhague à espera de líderes mundiais

Uma multidão, que segundo estimativas teria chegado perto de 100 mil pessoas, participou neste sábado de uma passeata em Copenhague, capital da Dinamarca, para exigir avanços na reunião das Nações Unidas sobre o clima, que entra na segunda-feira em sua última e decisiva semana. Dezenas de líderes de países desenvolvidos e em desenvolvimentos são esperados no encontro até a sexta-feira, quando se encerram estas discussões para avançar na definição de um acordo de redução de emissões de gases que causam o efeito estufa.

BBC Brasil |

O governo montou uma enorme operação de segurança no trecho de 6 quilômetros do protesto, com milhares de policiais e chegando a isolar prédios e fechar ruas, além de acompanhar o movimento com helicópteros.

Com faixas pedindo ação imediata em frases como "A natureza não pode fazer acordo", "Não temos plano B" e mensagens defendendo direitos povos indígenas e de países pobres, os manifestantes atravessaram o centro histórico da capital dinamarquesa na direção do Bella Center, onde acontece a conferência.

Ativistas calculam que cerca de 500 organizações não-governamentais participaram do protesto seguido por uma vigília à luz de velas em frente ao centro de convenções.

Entre participantes anônimos de todo o mundo, fantasiados de ursos polares, marcianos e outros personagens, estavam personalidades como a modelo Helena Christensen, o arcebispo Desmond Tutu, o líder da igreja anglicana, Rowan Williams e a ex-comissária para direitos humanos da ONU Mary Robinson.

Futuro, agora
Só o Greenpeace afirmou ter reunido representantes de 32 países para participar da passeata.

"A nossa mensagem para os mais de 120 chefes de Estado que chegam na semana que vem a Copenhague é unida, é global, é alta e clara: chegou a hora de nos unirmos e o futuro é agora", disse o diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo.

Os manifestantes pretendem entregar mensagens ao secretário-executivo da conferência sobre o clima, Yvo de Boer.

Grupos de povos indígenas aproveitaram o evento para marcar o Dia dos Povos Indígenas.

"Os direitos e conhecimento dos povos indígenas são fundamentais para enfrentar a mudança climática, mas os Estados Unidos e o Canadá ainda não assinaram a declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas", reclamou o indígena Jihan Gearon, da ONG Fort Defiance Arizona/Navajo Nation.

A campanha TckTckTck, organizada por diversas ONGs, coordenou eventos semelhantes em diversas cidades do mundo.

Na Austrália, outra manifestação reuniu entre 50 mil e 80 mil pessoas. Eventos coordenados aconteceram também em Hong Kong, Jacarta e nas Filipinas.

Segundo os organizadores, que já coletaram 11 milhões nomes em um abaixo-assinado virtual por um acordo em Copenhague, milhares de pessoas em todo o planeta vão participar de mais de 3 mil eventos em 130 países neste sábado.

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