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Maldivas neutralizará emissões de carbono

O presidente das Maldivas, Mohamed Nasheed, afirmou que seu país vai neutralizar as emissões de carbono dentro de dez anos com o uso de fontes de energia completamente renováveis como a solar e a eólica. Nasheed disse à BBC que as Maldivas compreendem melhor do que a maioria dos países o que poderia acontecer se o mundo não conseguir enfrentar a mudança climática.

BBC Brasil |

O país é um dos mais baixos da Terra e extremamente vulnerável aos aumentos do nível do mar.

"Nós compreendemos, talvez melhor do que qualquer outro (país) o que aconteceria se não fizéssemos nada a respeito ou se o resto do mundo não tiver criatividade para enfrentar este problema", disse Nasheed à BBC em uma entrevista pelo telefone, falando da capital, Male.

"Nós não queremos ficar parados e culpar os outros, mas queremos fazer tudo que pudermos e neutralizar as emissões de carbono. E quando apresentarmos nossos planos esperamos que estes planos sirvam como um projeto para que outras nações sigam", afirmou.

Além do uso de energia elétrica gerada por painéis solares e turbinas para captação da energia dos ventos, o governo das Maldivas também contará com uma usina de biomassa cuja energia será gerada pela queima de cascas de coco.

Também será construído um sistema de baterias de apoio.

Uma cadeia de quase 1,2 mil ilhas forma as Maldivas, a maioria delas sem habitantes, perto da Índia, no oceano Índico.

Nenhuma das ilhas de coral está a mais do que 1,8 metros acima do nível do mar, o que faz com que o país fique vulnerável a um aumento no nível do mar associado ao aquecimento global.

Estima-se que as Maldivas, que sofre com altos níveis de pobreza, precise gastar cerca de US$ 110 milhões por ano para fazer a transição para fontes de energia renovável.

Quando perguntado como poderia pagar por isso, o presidente Mohamed Nasheed afirmou que o país já está gastando uma quantia que chega perto dos US$ 110 milhões com as fontes de energia já existentes. O presidente afirma que pretende recuperar os gastos dentro de dez anos.

"Começamos quase do zero, temos que tentar novos investimentos em quase todas as áreas, não faz sentido tentar tecnologias do passado", afirmou.

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