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Luta Revolucionária reivindica atentados na Grécia

Atenas, 14 jan (EFE).- O grupo terrorista grego Luta Revolucionária reivindicou hoje os recentes atentados contra um policial, um ônibus da Polícia e a sede da companhia petrolífera internacional Shell em Atenas, informou a emissora Mega.

EFE |

Em comunicado de oito páginas, enviado à revista "Pontiki", o grupo afirma ter atirado, em 5 de janeiro, contra um policial em frente ao Ministério da Cultura.

O policial, de 21 anos, está internado em estado grave.

Os terroristas também se responsabilizaram por um ataque com fuzis AK-47 contra um ônibus de transporte de brigadas antidistúrbios em 23 de dezembro em Atenas, sem conseguir, no entanto, matar nenhum dos agentes.

Além disso, o grupo se atribuiu a tentativa de atentado de bomba contra os escritórios da companhia petrolífera internacional Shell em 23 de outubro no bairro Paleo Faliro, também na capital grega.

A organização ainda afirma ser a responsável por um ataque contra a embaixada dos Estados Unidos em Atenas ocorrida há dois anos, em 12 de janeiro do ano 2007, quando um lança-foguetes caseiro causou danos materiais ao edifício.

A "Luta Revolucionária" iniciou suas ações em 2003, com diversos atentados a bomba contra repartições públicas, casas de ministros e agências bancárias.

Os atentados contra a Polícia grega significaram um crescimento do terrorismo na Grécia, após quase dois anos de trégua.

A Polícia considera que o "Luta Revolucionária" e outros grupos que cometeram atos terroristas nos últimos cinco anos podem ser ramificações ou seguidores do grupo "17 de novembro", cuja cúpula foi presa em 2002 e cometera, desde 1975, por mais de 30 assassinatos e centenas de atentados contra americanos, europeus e gregos. EFE afb-jk/jp

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