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Lancet critica silêncio de associações médicas sobre Gaza

Londres, 14 jan (EFE).- A revista médica The Lancet critica hoje a perda de vidas de civis em Gaza, que classifica como injustificável e protesta também contra o silêncio das associações médicas de todo o mundo em resposta à destruição e deslocamento dos serviços de saúde.

EFE |

"Com sua falta de ação, os dirigentes dessas associações e colégios profissionais são cúmplices de uma tragédia que pode ter conseqüências duradouras não só para Gaza, mas para toda a região", critica a publicação em editorial.

Em referência a Israel, a "Lancet" diz que acha difícil crer que "uma nação em outros aspectos respeitada internacionalmente e democrática possa sancionar atrocidades tão enormes e indiscriminadas em um território que mantém bloqueado por terra e mar".

"A grave perda de vidas civis e a destruição do sistema de saúde de Gaza não têm justificativa nem proporcionalidade apesar dos ataques com foguetes lançados pelo Hamas", diz a revista inglesa, segundo a qual essas ações "violam a quarta Convenção de Genebra", que proíbe o castigo coletivo da população civil.

A "Lancet" lembra que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha reivindicou o acesso urgente aos civis feridos e acusou o Exército israelense de não ajudar os palestinos necessitados de cuidados médicos e de obstaculizar o acesso das ambulâncias às áreas submetidas a bombardeios.

"Muitos médicos estão trabalhando em turnos de 24 horas. As ambulâncias não podem operar por estarem estragadas (...) Escasseiam os remédios, equipamento médico e anestésicos, assim como leitos e profissionais médicos", conclui a "The Lancet". EFE jr/jp

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