NOVA YORK (Reuters) - O homem conhecido como homem-aranha francês rechaçou as acusações sobre seu feito de ter escalado um arranha-céu, encorajou seus imitadores novatos e disse que o ato de discurso livre foi um tributo à cidade. Não fiz isto para que dissessem Alain Robert está escalando o prédio. Isto é uma luta contra o aquecimento global, disse Alain Robert, de 45 anos, nesta quarta-feira na Corte Criminal de Nova York, depois de uma curta audiência com um juiz.

Robert escalou o prédio de 348 metros e 52 andares na quinta-feira passada, e seis horas depois outro escalador, Renaldo Clarke, subiu outro prédio para chamar atenção para o problema da Malária, feito que foi transmitido ao vivo na televisão.

Ambos apareceram diante de juízes diferentes nesta quarta-feira com acusações de terem cometido os delitos de invasão criminosa e negligência, e ainda de conduta desordenada, o que é considerado uma violação. As acusações podem levar a uma pena máxima de um ano de prisão.

Ambos disseram que irão se defender das acusações.

Robert afirmou que escolheu o prédio do New York Times pois acreditava que fazer uma escalada fácil iria estimular as pessoas a ouvirem a mensagem, ao invés de prestarem atenção no ato do escalador.

'Qualquer um pode escalar esse prédio, a não ser que tenha medo de altura', disse. 'Infelizmente, ou felizmente, este prédio é fácil'.

Robert já escalou mais de 80 arranha-céus e pontos turísticos incluindo a Sears Tower de Chicago e o prédio mais alto do mundo, o Taipei 101, em Taiwan.

(Reportagem de Edith Honan)

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