A guerra contra o terrorismo liderada pelos Estados Unidos não conseguiu enfraquecer a Al-Qaeda, seu principal alvo, avalia a maioria dos habitantes de 22 dos 23 países, onde se realizou uma pesquisa encomendada pelo Serviço Mundial da BBC.

Em média, apenas 22% dos entrevistados acham que a rede de Osama bin Laden perdeu força, enquanto que 29% pensam que essa campanha não teve qualquer efeito, e 30% consideram que tornou a Al-Qaeda mais forte.

A maioria tem uma opinião negativa sobre a ação da Al-Qaeda, salvo nos dois países-chave para a luta contra o terrorismo: Egito e Paquistão. No Egito, 20% vêem a rede de forma positiva, 40% têm uma opinião neutra, e apenas 35% a consideram negativamente. No Paquistão, 19% dos entrevistados consideram a Al-Qaeda algo positivo; 22%, de maneira neutra; e 19%, negativa.

À pergunta sobre quem está ganhando essa guerra, se os EUA, ou a Al-Qaeda, os entrevistados de 15 países responderam que não há vencedor. Já no Quênia, na Nigéria e na Turquia a opinião dominante é a de uma vitória dos EUA.

É na França (48%) e no México (48%) que mais se encontra a percepção de que a "guerra contra o terrorismo" conseguiu reforçar a Al-Qaeda.

Em média, dos 23 países analisados, 10% acham que Al-Qaeda está ganhando essa batalha; 22%, que os EUA sairão vitoriosos; e 47%, que não haverá vencedor.

Mesmo nos EUA, apenas 34% acreditam que a rede tenha sido enfraquecida, e 26% estão convencidos de que "a guerra contra o terrorismo" não teve efeito, ou tornou a rede mais forte (33%).

"Apesar de sua força militar esmagadora, a guerra que a América trava contra a Al-Qaeda é vista, amplamente, como tendo levado a um impasse, e muitos acreditam até que ela reforçou a Al-Qaeda", observou o diretor do Program on International Policy Attitudes (Pipa) da Universidade de Maryland, Steven Kull.

Para esse estudo, o instituto de pesquisa Globescan entrevistou 23.937 pessoas, em 23 países, entre 8 de julho e 12 de setembro de 2008.

lgo/tt

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