O presidente boliviano Evo Morales afirmou neste domingo que o governo de fato de Honduras está desesperado e que o ultimato dado ao governo brasileiro é uma prova disso.

A Chancelaria do regime de fato hondurenho emitiu um comunicado no qual exige que o Brasil evite que sua embaixada em Tegucigalpa seja usada por Zelaya para "instigar a violência" e dá um prazo de no máximo 10 dias para que defina a condição do presidente deposto.

"Essas advertências de prazos são antidemocráticas. Dar um ultimato ao Brasil mostra o desespero dos golpistas de Honduras", assegurou Morales em uma entrevista coletiva à imprensa realizada na II Cúpula América do Sul-África (ASA), realizada em Ilha Margarita, Venezuela.

"Se Micheletti quer o melhor para seu país deve renunciar, que voltem a democracia e o presidente legal e constitucional, Manuel Zelaya, e sejam garantidas as eleições nacionais", disse.

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