Uma destacada autoridade islâmica egípcia pronunciou uma fatwa que autoriza os jogadores de futebol a não cumprirm com o jejum do mês do Ramadã, o que provocou reações nos setores mais ortodoxos e entre os próprios atletas, confirmou nesta terça-feira a Federação Egípcia de futebol.

Este decreto religioso foi emitido antes do Mundial Sub-20, que terá lugar no Egito a partir de 24 de setembro, alguns dias depois do Ramadã, a fim de que o jejum não prejudique a preparação da seleção nacional.

Dar al-Ifta, uma instituição encarregada de esclarecer os princípios religiosos, "permitiu que os jogadores quebrem o jejum", declarou à AFP o porta-voz da Federação Egípcia de Futebol, Alaa Abdel Aziz.

Mas, segundo a fonte, os jogadores se negam a fazer isso e insistem em cumprir com o jejum", que os proíbe de comer e beber do amanhecer até o entardecer durante esse mês.

O porta-voz da Dar al-Ifta, Ibrahim Nigm, explicou que, "se um jogador tiver que participar em partidas e o jejum afetar sua atuação, então pode quebrar o jejum".

A 'fatwa' aborreceu a Frente de Ulemas de Al Azhar, conhecida por suas posições fundamentalistas.

"Jogar é jogar, não é uma atividade essencial na vida, que justifique quebrar o jejum do Ramadã", afirma o grupo em seu site.

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