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Disposição de Obama a conversar com Taleban é bem recebida no Afeganistão

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, recebeu bem a indicação do presidente americano, Barack Obama, de que ele estaria disposto a iniciar negociações com membros moderados do Taleban como parte do processo de reconciliação. Em uma entrevista publicada no sábado no jornal New York Times, Obama afirmou que os Estados Unidos não estavam ganhando a guerra no Afeganistão.

BBC Brasil |


Segundo ele, é possível que o país possa oferecer as oportunidades que o Iraque, onde as tropas americanas persuadiram radicais islâmicos a cooperar com o Exército, pois estavam isolados das táticas da rede al-Qaeda.

Em declaração feita neste domingo, Karzai afirmou que seu governo sempre defendeu o diálogo com membros do Taleban que não estavam relacionados com extremistas. Segundo o presidente, a aproximação seria parte importante de um eventual acordo político.

Em setembro de 2008, o irmão de Karzai se encontrou com ex-membros do Taleban na Arábia Saudita, como parte do processo para as negociações de paz.

Logo no início de seu mandato como presidente dos Estados Unidos, Obama aprovou o envio de 17 mil soldados ao Afeganistão. Segundo ele, a decisão foi motivada por "necessidades urgentes de segurança" no país.

Correspondentes da BBC na região afirmam que a noção de reconciliação com fundamentalistas islâmicos está ganhando força e sendo vista como uma forma de controlar o aumento da violência no país.

Recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório no qual afirma que o número de civis mortos em conflitos no Afeganistão subiu 40% em 2008.

Obama e seus assessores estão revisando a estratégia dos Estados Unidos no Afeganistão e estão levando em consideração práticas que funcionaram no Iraque.

"Se falarmos com o general Petraeus, ele nos dirá que parte do sucesso no Iraque consistiu em estender as mãos a pessoas que consideraríamos fundamentalistas islâmicos mas que queriam trabalhar conosco porque estavam completamente isoladas pelas táticas da Al-Qaeda no Iraque", disse Obama ao NYT. No entanto, Obama admitiu que a situação no Afeganistão é "mais complexa".


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