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Crescente ameaça da Al-Qaeda no Magreb preocupa os EUA

A rede terrorista Al-Qaeda representa uma crescente ameaça no Magreb, de acordo com um relatório oficial divulgado nesta quarta-feira nos Estados Unidos.

AFP |

Globalmente, "pensamos que a Al-Qaeda está mais fraca do que na época do 11 de setembro" de 2001, comentou Dell Dailey, responsável por contraterrorismo do Departamento americano de Estado, ao apresentar seu relatório anual sobre terrorismo.

O ano de 2007 esteve marcado pela "crescente ameaça na África do Norte do argelino Grupo Salafista para a Pregação e o Combate (GSPC, sigla em inglês), que se uniu em setembro de 2006 à rede Al-Qaeda e foi rebatizado como Braço da Al-Qaeda no Magreb Islâmico (Baqmi)", destacou Dailey.

O Baqmi "continua se concentrando, principalmente, no governo argelino, mas seus objetivos são maiores agora do que antes da fusão" com a Al-Qaeda, assinala o relatório.

Em 2007, o Baqmi cometeu oito atentados suicidas, que provocaram um grande número de vítimas, diz o informe, que destaca a cooperação positiva das autoridades argelinas na luta contra o terrorismo.

Segundo o relatório, a ameaça da Al-Qaeda é menor na Líbia, onde a união entre o Grupo Islâmico de Combatentes Líbios (Gicl) e a rede de Osama bin Laden, em novembro de 2007, não produziu atentados, refletindo o enfraquecimento do Gicl naquele país.

No Iraque, o informe destaca que "o casamento de conveniência entre a Al-Qaeda e os grupos sunitas tem se deteriorado".

O relatório admite que a Al-Qaeda e seus sócios foram "a ameaça terrorista mais séria para os Estados Unidos e seus aliados em 2007".

O movimento de Bin Laden "reconstituiu algumas de suas capacidades operacionais que mantinham antes do 11 de Setembro", ao aproveitar a falta de controle do governo paquistanês nas zonas tribais do norte do país.

"Essas redes têm grandes habilidades de adaptação e desenvolvem rapidamente novos métodos para responder às medidas contra elas", adverte o relatório.

"A utilização da Internet para fazer propaganda, recrutamento, arrecadação de fundos e formação em uma 'zona protegida virtual' para os terroristas" é uma ameaça, conclui o documento.

sl/LR/tt

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