O furacão Ike chegou ao Texas, nos Estados Unidos, causando enchentes e prejuízos. Segundo o centro nacional de monitoramento, o olho do furacão atingiu a cidade de Galveston às 4h10 (horário de Brasília), com ventos de até 175 quilômetros por hora.

Na sexta-feira, o secretário para Segurança Interna dos EUA, Michael Chertoff, havia advertido para conseqüências "potencialmente catastróficas" do fenômeno.

Grande parte de Galveston, palco do furacão mais mortal da história dos Estados Unidos (6 mil vítimas fatais), em 1900, ficou debaixo d'água depois que as águas destruíram um píer e fizeram com que a maré superasse os quebra-ondas. O nível do mar se elevou 3,7 metros.

Estima-se que mais de 3,5 milhões de pessoas tenham ficado sem energia no Texas. Mais de um milhão abandonaram a costa do Estado, mas autoridades estão preocupadas porque 23 mil residentes ignoraram as recomendações de evacuação.

O presidente americano, George W. Bush, declarou uma situação de emergência e destinou fundos para ajudar o Estado a lidar com as inundações.

O furacão Ike se dirige para Houston, e as autoridades querem evitar a repetição dos episódios de 2005, durante a passagem do furacão Rita. À época, uma caótica operação de evacuação ocasionou a morte de 110 pessoas.

Mortes
Em sua passagem pelo Caribe, o furacão Ike causou a morte de 70 pessoas - 66 só no Haiti, e o restante em Cuba.

A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que o custo da reparação dos danos fique entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões.

O Haiti sofreu quatro tempestades tropicais em apenas três semanas, deixando um total de 550 mortos.

A ONU apelou por mais de US$ 100 milhões para ajudar o povo haitiano. O coordenador de ajuda de emergência da ONU, John Holmes, disse que cerca de 10% da população haitiana necessita de ajuda, e muitas pessoas não possuem nem alimentos e nem abrigo.

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