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Ali o Químico é condenado à morte pela segunda vez

Ali Hassan al-Majid, apelidado de Ali o Químico por ter ordenado a utilização de armas químicas contra os curdos, recebeu com um Obrigado, meu Deus o anúncio, nesta terça-feira, de sua segunda condenação à morte por um tribunal de Bagdá.

AFP |

Reunido na "Zona Verde", o setor mais protegido de Bagdá, o tribunal condenou Ali o Químico por "crimes contra a humanidade e homicídios premeditados", junto com Abdel Ghani Abdel Ghafur, líder do partido Baath no sul do Iraque no momento da insurreição xiita de 1991.

Primo do ex-ditador Saddam Hussein, Ali Hassan al-Majid, 67 anos, era na época ministro do Interior, depois de ter sido governador militar do Kuwait invadido pelo Iraque em agosto de 1990. A repressão da rebelião xiita deixou cerca de 100.000 mortos nas províncias xiitas, segundo a acusação.

Esta é a segunda condenação à morte de Al-Majid. Em 24 de junho, ele foi considerado culpado do massacre com armas químicas de 182.000 curdos do Iraque nos anos 80.

"Ele nunca mostrou o mínimo arrependimento pelo que fez", declarou aos jornalistas após o anúncio do veredicto o presidente do Alto tribunal penal iraquiano, Mohammad Oraibi, que também dirigiu o processo sobre o massacre dos curdos.

Ao contrário de 'Ali o Químico', Abdel Ghani Abdel Ghafur recebeu o anúncio de sua condenação à morte aos berros.

"Abaixo a ocupação!", "Abaixo os colaboradores!", "Vitória, Jihad, Libertação!", "Allah é grande!", "Eu sou um mártir!" clamou Ghafur ao ouvir sua sentença, antes de deixar o banco dos réus. "Fora daqui, seu baathista sujo", respondeu o juiz.

Quando o magistrado anunciou que o veredicto seria transmitido à Corte Suprema, que tem o poder de revogar a sentença, Ghafur ainda exclamou: "Não quero que transmitam meu caso, quero morrer como um mártir".

Abdel Ghani Abdel Ghafur teve uma atitude extremamente hostil durannte todas as 75 audiências do processo, iniciado em 21 de agosto de 2007. "Ele chegou a morder a mão de um policial que tentava silenciá-lo", revelou o juiz.

Outros quatro réus foram condenados. Um pegou prisão perpétua, e os demais entre seis e 15 anos de prisão. Três foram absolvidos.

"Todos eles mereciam der enforcados, pois as acusações eram as mesmas para todos. No entanto, os cinco magistrados que formam a Corte decidiram não condenar à morte os que expressaram arrependimentos e pediram desculpas", explicou Oraibi.

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