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Ali, o químico condenado pela terceira vez à morte

Ali Hassan al Majid, mais conhecido como Ali, o Químico por usar armas químicas contra os curdos, foi condenado pela terceiravez nesta segunda-feira à pena capital por um tribunal de Bagdá, que o declara culpado de crime contra a humanidade contra os xiitas.

AFP |

O Alto Tribunal Penal iraquiano considerou culpado o primo do ex-ditador Saddam Hussein por ter "premeditado os assassinatos e cometido um crime contra a humanidade".

Julgado pelas mesmas acusações, Tarek Aziz, ex-vice-primeiro-ministro de Saddam Hussein, foi absolvido, mas continua indiciado por outros processos, também passíveis de pena de morte.

"Ali, o Químico" e Tarek Aziz são acusados, junto a outros 12 dirigentes do antigo regime, de envolvimento na morte de dezenas de xiitas em 1999 no bairro de Sadr City, em Bagdá, e na cidade santa de Najaf (sul).

Dos outros 12 réus, dois foram condenados à morte: Mahmud Faizi al Haza, comandante do exército sob regime de Saddam Huseein, e Aziz Saleh Hassan, do Partido Baath.

Três foram absolvidos e os demais sete receberam condenações que oscilam entre seis anos de prisão e prisão perpétua.

"Ali, o Químico" já foi condenado à pena capital pela matança de 182.000 curdos do Iraque na década de década de 1980 e por crimes contra a humanidade e assassinatos premeditados durante a repressão de uma insurreição xiita em 1991 que, segundo a acusação, deixou 100.000 vítimas.

ak/iba/cn

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