Trens e escolas voltam a funcionar depois da passagem do Nesat, que deixou ao menos 21 mortos na região da capital, Manila

A população de Manila, capital das Filipinas, tenta voltar à vida normal nesta quarta-feira, após a passagem do tufão Nesat ter causado enchentes e deixado pelo menos 21 mortos. Segundo autoridades, o serviço de energia foi normalizado, o metrô e as escolas da cidade voltaram a funcionar e as equipes de emergência trabalham para limpar estradas bloqueadas por destroços, árvores caídas e carros quebrados.

Mãe brinca com bebê em meio aos destroços de sua casa em Manila, nas Filipinas, danificada pelo tufão Nesat
AP
Mãe brinca com bebê em meio aos destroços de sua casa em Manila, nas Filipinas, danificada pelo tufão Nesat

A maior parte das mortes aconteceu na região metropolitana da capital, que já vinha sofrendo com fortes chuvas de monções antes mesmo da chegada do tufão, na terça-feira.

De acordo com serviços de emergência, 35 moradores estão desaparecidos e 108 foram resgatados de áreas atingidas por enchentes.

O prefeito de Manila, Alfredo Lim, afirmou que ondas gigantes inundaram hotéis, um hospital, escritórios comerciais e vários quarteirões de áreas residenciais. “É a primeira vez que uma enchente como essa acontece aqui”, afirmou.

O chefe da Defesa Civil, Benito Ramos, afirmou que o nível da água começou a baixar em várias áreas, mas que muitas regiões ainda estavam inundadas – principalmente as plantações de arroz no norte da ilha de Luzon, a principal das Filipinas.

Segundo o Departamento de Agricultura, estimativas iniciais apontam que os danos nas plantações, principalmente de arroz, são de cerca de US$ 16 milhões, enquanto a Agência de Gerenciamento de Desastres calculou os prejuízos com infraestrutura em cerca de US$ 1,7 milhão.

Os danos em plantações incluem 33.890 toneladas de arroz e 56.421 hectares afetados em cinco regiões. A Autoridade Nacional de Alimentos disse que possuía estoques suficientes para cobrir as perdas, com 2,5 milhões de toneladas de arroz, equivalente a 75 dias de demanda, em seus armazéns.

Com ventos de 130 km/h, o Nesat se move no Mar da China Meridional rumou ao norte do Vietnã e ao sul da China, onde deve chegar nos próximos dias.

Assista ao vídeo:

Com Reuters e AP

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