Após três dias à deriva, cruzeiro chega às Ilhas Seychelles

Mais da metade dos passageiros do Costa Allegra decide permanecer no arquipélago, após passar três dias em navio sem energia

iG São Paulo |

O navio Costa Allegra, que ficou à deriva no Oceano Índico após um incêndio, chegou nesta quinta-feira ao porto de de Mahé, nas Ilhas Seychelles, após s rebocado por um barco pesqueiro . Os mais de mil passageiros e tripulantes começaram a deixar o cruzeiro após três dias sem energia, nos quais dormiram no convés, enfrentaram forte calor e comeram alimentos frios .

AP
Passageiros do Costa Allegra procuram suas malas após desembarque nas Ilhas Seychelles

De acordo com a Costa Cruzeiros, mais de metade dos passageiros do Costa Allegra decidiu permanecer de férias em Seychelles. Um comunicado da empresa informa que 241 ficarão por duas semanas em resorts nas ilhas Praslin, La Digue, Silhouette e Cerfs. Outros 135 ficarão por mais uma semana.

Os demais 251 que estavam à bordo decidiram voar para Roma . A empresa afirma estar arcando com todas as despesas e orientando os passageiros que querem deixar as ilhas imediatamente. No desembarque, a prioridade foi para os passageiros que demandavam algum cuidado médico.

Leia também: Passageiros se lavam com água mineral e enfrentam calor no Costa Allegra

O navio ficou à deriva na segunda-feira, após ser atingido por um incêndio que fez com que todos os equipamentos de navegação parassem de funcionar. A embaixada do Brasil na Tanzânia confirmou a presença de dois passageiros brasileiros a bordo, mas a Itamaraty não autorizou a divulgação de seus nomes.

A situação no navio durante o reboque era precária. Passageiros se lavavam com água mineral e comian frutas, salsicha, queijo e pão levado até o cruzeiro por um helicóptero.

Sem ar-condicionado, ficar nas cabines era inviável e todos ficavam no convés.

O capitão do barco pesqueiro Trevignon, Alain Derveute, que rebocou o Costa Allegra, disse que mesmo na parte externa do navio o calor era sufocante.

O ministro do Interior das Seychelles, Joel Morgan, afirmou à Associated Press que o reboque do cruzeiro levou entre dez e 12 horas a mais porque o barco francês que respondeu primeiro ao pedido de resgate se recusou a dar lugar a embarcações mais rápidas.

Um porta-voz da empresa Costa Cruzeiros, operadora do navio, negou a informação e disse que a previsão sempre foi a de que o Costa Allegra chegasse ao porto na quinta-feira. “Decidimos continuar com o barco francês porque ele garantiria a viagem mais suave para os que estavam a bordo”, afirmou.

A Costa Cruzeiros também é dona do Costa Concordia, que naufragou na costa italiana em janeiro, deixando 32 mortos.

Reuters
Cruzeiro Costa Allegra se aproxima do porto de Mahé, nas Ilhas Seychelles

Com AP e BBC

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