Após trégua, Israel retoma ataques em Gaza

Depois de uma pausa de três horas nesta quarta-feira, Israel retomou os ataques na Faixa de Gaza. Segundo testemunhas, os ataques foram reiniciados logo após as 12h (horário de Brasília).

BBC Brasil |

O governo israelense disse que haverá uma pausa diária nos ataques para permitir que a população de Gaza possa receber auxílio médico e suprimentos.

Correspondentes afirmam que ainda não está claro se essa pausa diária cobrirá toda a Faixa de Gaza.

Nesta quarta-feira, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que Israel e a Autoridade Palestina aceitaram uma proposta elaborada por Egito e França de cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Israel disse que teria aceitado em princípio os termos do acordo, que ainda estava sendo negociado.

Um membro do alto escalão do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, disse à BBC que, apesar de "sinais positivos", ainda não houve um acordo em relação ao plano do cessar-fogo. A Autoridade Palestina é controlada pelo Fatah, grupo rival do Hamas.

Vítimas
Segundo o Ministério da Saúde palestino, mais de 600 palestinos morreram desde o início da operação militar israelense, em 27 de dezembro. Entre as vítimas estão pelo menos 195 crianças, segundo fontes palestinas.

O anúncio das pausas diárias de três horas nos bombardeios veio depois da decisão de Israel de aceitar a criação de um corredor para permitir o envio de suprimentos ao território palestino, onde vivem 1,5 milhão de palestinos.

A decisão de permitir a criação de um corredor para levar ajuda aos habitantes da Faixa de Gaza foi anunciada pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.

Segundo o governo, Israel vai abrir algumas áreas "por períodos limitados de tempo durante os quais a população vai poder receber ajuda".

A intenção da proposta, segundo o gabinete de Olmert, é "evitar uma crise humana" na região.

Pelo plano, Israel vai suspender ataques contra áreas específicas de Gaza para permitir que os habitantes possam receber e estocar produtos de primeira necessidade.

Para John Ging, da agência de auxílio aos refugiados palestinos das Nações Unidas, a oferta israelense é um avanço na crise, mas a prioridade continua sendo o fim da violência na região.

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