Após trégua, Israel retoma ataques em Gaza

Depois de uma pausa de três horas nesta quarta-feira, Israel retomou os ataques na Faixa de Gaza. Segundo testemunhas, os ataques foram reiniciados logo após as 12h (horário de Brasília).

Redação com agências internacionais |


O governo israelense disse que haverá uma pausa diária nos ataques para permitir que a população de Gaza possa receber auxílio médico e suprimentos. Correspondentes afirmam que ainda não está claro se essa pausa diária cobrirá toda a Faixa de Gaza.

AFP
Crianças choram a morte de 10 parentes durante ataque israelense 

Nesta quarta-feira, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que Israel e a Autoridade Palestina aceitaram uma proposta elaborada por Egito e França de cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Horas depois, um porta-voz do gabinete de Sarkozy afirmou que o comunicado do presidente da França foi uma reação aos comentários positivos de Israel e da Autoridade Palestina sobre o acordo.

Israel disse que teria aceitado em princípio os termos do acordo, que ainda estava sendo negociado. Um membro do alto escalão do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, disse à BBC que, apesar de "sinais positivos", ainda não houve um acordo em relação ao plano do cessar-fogo. A Autoridade Palestina é controlada pelo Fatah, rival do Hamas.

Vítimas

Segundo o Ministério da Saúde palestino, pelo menos 680 pessoas morreram desde o início da operação militar israelense, em 27 de dezembro. Os serviços médicos palestinos informaram nesta quarta-feira que o número de mortos passa de 700.

O anúncio das pausas diárias de três horas nos bombardeios veio depois da decisão de Israel de aceitar a criação de um corredor para permitir o envio de suprimentos ao território palestino, onde vivem 1,5 milhão de palestinos.

Segundo o governo, Israel vai abrir algumas áreas "por períodos limitados de tempo durante os quais a população vai poder receber ajuda". A intenção da proposta, segundo o gabinete de Olmert, é "evitar uma crise humana" na região.

Pelo plano, Israel vai suspender ataques contra áreas específicas de Gaza para permitir que os habitantes possam receber e estocar produtos de primeira necessidade.

Para John Ging, da agência de auxílio aos refugiados palestinos das Nações Unidas, a oferta israelense é um avanço na crise, mas a prioridade continua sendo o fim da violência na região.

Reuters
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