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Após tragédia no RJ, autoridades começam a tomar ações preventivas

Rio de Janeiro, 9 abr (EFE).- As autoridades do Rio de Janeiro tomaram hoje as primeiras medidas para prevenir uma nova tragédia resultante das chuvas como a enfrentada nos últimos dias que, até o momento, deixou 196 mortos em território fluminense, segundo o Corpo de Bombeiros.

EFE |

O governador do Rio, Sérgio Cabral, declarou à imprensa hoje que as equipes de resgate buscam cerca de 150 desaparecidos no Morro do Bumba, em Niterói, onde houve um grande deslizamento na noite de quarta-feira.

"São cerca de 100 a 150 corpos, segundo o pessoal dos bombeiros me passou. É uma situação totalmente estarrecedora", disse Cabral.

No Rio de Janeiro, o prefeito da cidade, Eduardo Paes, publicou um decreto que declara mais de 100 áreas afetadas por deslizamentos de terra em situação de emergência. Isso permite a remoção dos moradores dessas áreas sem o consentimento destes, inclusive com o uso da força, se necessário.

Após uma reunião de emergência, Paes assegurou hoje que a Prefeitura já elaborou um mapa apontando as áreas de risco prioritárias, ou seja, as que têm chances maiores de sofrer deslizamentos.

Na semana que vem, as autoridades municipais discutirão a aplicação pontual destas intervenções que, na prática, devem representar o despejo de milhares de pessoas em 33 bairros cariocas.

Na última terça-feira, Paes e Cabral não hesitaram em culpar os Governos anteriores por não tomar medidas para evitar a ocupação de áreas de risco.

Ao visitar o Morro do Bumba nesta sexta-feira, Cabral afirmou que "a responsabilidade é de todos nós".

"A gente não pode pensar que direitos humanos e ordem pública são coisas contraditórias", afirmou o governador.

Antes da catástrofe desta semana, o estado do Rio já tinha vivido uma tragédia similar na virada de 2009 para 2010, quando dois deslizamentos mataram 53 pessoas em Angra dos Reis. Delas, 21 eram moradoras de uma favela construída em uma encosta, e o restante, turistas que passaram o Ano Novo em um hotel no pé de um morro na Ilha Grande.

As dimensões dos atuais deslizamentos são muito maiores, o que responde às intensas chuvas que caíram entre segunda-feira e terça-feira no estado do Rio, as mais fortes em quatro décadas, segundo serviços meteorológicos.

Além das 196 mortes confirmadas, a Defesa Civil estadual informou que 161 feridos foram atendidos em hospitais e outras 31.500 pessoas tiveram que abandonar seus lares.

Além das cerca de 150 pessoas soterradas em Niterói, pelo menos outros sete moradores do Morro dos Prazeres, na região central do Rio, estão desaparecidos desde segunda-feira. EFE mp/bba

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