Após terremoto, 37 mil grávidas estão nas ruas do Haiti, diz ONG

Aproximadamente 37 mil mulheres grávidas que perderam sua casas no terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira estão espalhadas pelas ruas do país, expostas à falta de comida, água potável e atendimento médico, alertou a ONG Care.

EFE |

AP
Médicos carregam Estancia Supplice, 29 anos, que estava grávida de oito meses, mas perdeu o bebê

Médicos carregam Estancia Supplice, 29 anos, que estava grávida
de oito meses, mas perdeu o bebê

Em um país onde metade da população tem menos de 18 anos, a situação também é crítica para um número indeterminado de mães que acabou de dar à luz e ainda amamenta, e também para os próprios recém-nascidos.

Na capital do país, Porto Príncipe, os hospitais que não foram destruídos pelo tremor estão à beira da saturação e são incapazes de atender aos milhares de feridos que se amontoam em frente às suas portas.

Por essa razão, a Care alertou que as mulheres grávidas que não estão conseguindo receber assistência médica correm um grave risco de sofrer complicações e de morrer durante o parto.

Já antes da tragédia, o Haiti tinha a mais alta taxa de mortalidade materna da região: 670 óbitos por cada 100 mil nascimentos.

"Há muitas mulheres grávidas nas ruas, assim como mães dando o peito a seus bebês", disse Sophie Perez, diretora da Care no Haiti. "Também há mulheres dando à luz na rua, diretamente na rua".

Segundo Perez, a situação é "muito crítica". "As mulheres tentam chegar ao hospital mais próximo, mas a maioria deles está cheia e é muito difícil elas conseguirem os cuidados que requerem", destacou. "As mães e seus filhos podem morrer por causa de complicações por falta de atendimento médico", acrescentou Perez.

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