Washington, 20 jan (EFE).- A equipe de segurança do Governo dos Estados Unidos reconheceu hoje perante o Senado os erros cometidos pelo sistema de proteção aérea antes e depois da tentativa de atentado contra um avião da Northwest no Natal passado.

Em uma audiência na Comissão de Segurança Nacional do Senado, os funcionários do Governo indicaram que já está em andamento uma investigação para determinar se haverá demissões ligadas ao atentado fracassado, como é pedido pelos republicanos.

Em 25 de dezembro, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab tentou, sem sucesso, detonar explosivos em um voo da Northwest Airlines entre Amsterdã e Detroit.

O Diretor Nacional de Inteligência, Dennis C. Blair, disse que foi um erro reduzir o número de suspeitos de terrorismo proibidos de voar para os EUA.

"O prudente é colocar os nomes nessa lista por via das dúvidas e eliminá-los quando isso se justificar", disse Blair.

No entanto, antes do atentado houve pressões em sentido contrário. "Não devia ceder a essas pressões", explicou o diretor, sem dar detalhes.

Segundo Blair, as pressões refletiam em parte o mal-estar do público com as medidas de segurança aérea adotadas após os atentados de 2001. Agora, as autoridades ampliaram a lista de vigilância.

Outro erro ocorreu quando o voo 253 da companhia aérea Northwest aterrissou. Em vez de Abdulmutallab ser interrogado por agentes especiais, por se tratar de um suposto terrorista, investigadores federais falaram com ele.

Abdulmutallab, de 23 anos, está em uma prisão perto de Detroit (Michigan) sob a acusação de tentar detonar explosivos em um avião.

Na mesma audiência, tanto a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, como o encarregado do Centro Nacional Antiterrorista (NCTC), Michael Leiter, afirmaram que também não foram consultados a respeito do interrogatório ao nigeriano.

Os republicanos, entre eles o senador John McCain, sugeriram que alguém tem que pagar pelos erros.

Em paralelo, o diretor do FBI (polícia federal americana), Robert Mueller, reiterou em uma audiência da Comissão Judicial do Senado a advertência de que, embora os EUA tenham desmantelado boa parte da estrutura da Al Qaeda no Afeganistão, a rede terrorista ganha força no Paquistão, no Iêmen e na África.

Na audiência, o funcionário do Departamento de Estado Patrick Kennedy disse que falhas em um programa de computação permitiram um erro no nome de Abdulmutallab. Por isso, não foi percebido que ele tinha visto americano. EFE mp/rr

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