Após susto, Clinton já se recupera em casa de cirurgia

Nova York, 12 fev (EFE).- O ex-presidente dos Estados Unidos e coordenador da ajuda internacional para o Haiti, Bill Clinton, deixou hoje o hospital em Nova York onde na quinta-feira passou por uma cirurgia, e já se recupera em casa.

EFE |

Com dores no peito, Clinton, de 63 anos, foi levado ontem ao Hospital Presbiteriano de Manhattan e teve dois "stents" (dispositivos para favorecer a circulação) colocados em uma artéria coronária.

Hoje, o ex-presidente está em casa, em Chappaqua, a cerca de 60 quilômetros de Manhattan, em companhia da filha Chelsea e da mulher, a secretária de Estado Hillary Clinton.

"O presidente espera voltar ao trabalho na fundação nos próximos dias e seguir com os esforços para ajudar o Haiti", disse o assessor Douglas Band, em comunicado, no qual aponta também que o estado de saúde de Clinton é "excelente".

Mais cedo, o ex-presidente do Comitê Nacional do Partido Democrata (DNC) Terry McAuliffe disse ao canal "CBS" que o ex-estadista tinha saído no começo da manhã do hospital e que começaria a trabalhar em breve.

"Vocês já conhecem o presidente Clinton, ele vai ficar pendurado no telefone, ligando para pedir mais ajuda para o Haiti e para ver onde poderia conseguir mais caminhões para levar alimentos ou geradores", disse McAuliffe.

Alan Schwartz, cardiologista de Clinton e responsável pela operação, disse que o diagnóstico é "excelente" e que, se continuar assim, poderá voltar a sua atividade normal a partir da próxima segunda-feira.

Clinton realizou uma intensa atividade desde que, há exato um mês, um terremoto devastou a já empobrecida Porto Príncipe, que o político americano visitou duas vezes.

Em 2009, foi nomeado enviado especial da ONU para o Haiti pelo secretário-geral Ban Ki-moon, que há algumas de semanas o designou também coordenador da ajuda internacional ao país centro-americano.

McAuliffe, muito amigo dos Clinton, disse que o ex-presidente não largou o telefone e a preocupação com Haiti até chegar à porta da sala de cirurgia, onde "um dos presentes teve literalmente que tirar o celular dele".

A saúde do ex-presidente, muito popular nos EUA, preocupou todos os americanos. Em 2004, ele já havia passado por uma operação para liberar quatro artérias bloqueadas, uma delas causa de seu recente mal-estar.

O procedimento cirúrgico, que durou pouco mais de uma hora, é habitual para as pessoas com problemas do coração e que já tenham passado por operações como a que Clinton fez há alguns anos.

O cardiologista explicou que tomou a decisão de operar Clinton depois que o ex-presidente explicara em consulta que estava há alguns dias com dores no peito, e que não foi antes ao hospital devido à grande nevasca que na quarta-feira atingiu Nova York.

Schwartz explicou também que não há sinal algum de que o ex-presidente tenha sofrido um infarto e afirmou que seu estado não é fruto de uma alimentação incorreta e de níveis de colesterol anormais.

O político americano se viu obrigado a mudar a dieta, antes à base de fast-food e refrigerantes, quando passou pela operação em 2004. Depois, iniciou um regime e perdeu peso com rapidez.

O médico disse ainda que ele continuou fazendo exercícios e seguindo uma dieta saudável. "É uma doença crônica, que pode ser tratada com excelentes remédios", explicou.

Após o susto, o presidente Barack Obama telefonou para Clinton e Ban Ki-moon enviou uma nota manuscrita desejando pronta recuperação a seu emissário no Haiti. EFE emm/rr

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