Certificado internacional libera comércio de pedras da mina de Marange, alvo de denúncias de ativistas dos direitos humanos

AP
Chikane mostra certificado dado ao Zimbábue por atender exigências em extração de diamantes
Os leilões de diamantes da mina de Marange foram retomados nesta quarta-feira em Harare, no Zimbábue, após uma suspensão de quase oito meses.

A suspensão foi determinada em novembro de 2009, depois que organizações defensoras dos direitos humanos denunciaram mortes, estupros e trabalho infantil na mina de Marange.

O leilão desta quarta-feira, realizado no aeroporto de Harare com a presença de compradores internacionais, foi acompanhado por Abbey Chinake, represente no Zimbábue do Processo de Kimberley (PK).

O PK é um sistema de certificação internacional criado para eliminar o comércio dos chamados "diamantes de sangue", cujo tráfico serve para financiar conflitos armados.

Segundo Chinake, foi constatado um avanço no tratamento dos trabalhadores da mina de Marange, que fica no leste do Zimbábue

O leilão só vai comercializar diamantes extraídos nos últimos dois meses, data em que o Zimbábue adotou as exigências do Processo de Kimberly.

Segundo as autoridades, o país possui 4,5 milhões de quilates em estoque, avaliados pelo governo em US$ 1,7 bilhão, o que representa mais da metade do orçamento natural.

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