Após seis meses, Japão lembra vítimas do terremoto seguido de tsunami

Com flores, orações e um minuto de silêncio, japoneses homenageiam 20 mil vítimas de tragédia que desatou crise nuclear

iG São Paulo |

Com flores, orações e um minuto de silêncio, o Japão lembrou neste domingo as vítimas do terremoto seguido de tsunami que deixou 20 mil mortos ou desaparecidos e desatou uma crise nuclear ao assolar há seis meses a costa nordeste do país, onde os habitantes lutam para refazer suas vidas em meio ao avanço da reconstrução, que precisará de 180 bilhões de euros nos próximos cinco anos.

Veja antes e depois dos seis meses do terremoto no Japão

Os atos em homenagem aos mortos foram realizados em todo o país às 14h46 locais (2h46 deste domingo em Brasília), mesma hora em que o forte terremoto de 9 graus na Escala Richter atingiu o nordeste japonês, desencadeando a pior crise que o Japão lembra desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo dados recentes, a tragédia de 11 de março deixou 15.781 mortos e 4.086 desaparecidos.

A tragédia foi lembrada neste domingo com homenagens e cerimônias pelas vítimas em municípios litorâneos como Ishinomaki, até o terremoto uma dinâmica cidade portuária com inúmeras fábricas que foram varridas pelo tsunami.

Apesar da chuva e do nevoeiro, centenas foram até o mirante sagrado da colina de Hiyoriyama, adornado com flores, mensagens e desenhos vindos de todos os cantos do país. Da colina, que para muitos moradores de Ishinomaki serviu de refúgio quando da chegada do tsunami, é possível avistar ainda toneladas de escombros acumulados no antigo porto, onde apenas restam em pé pouco mais de 20 prédios.

A grossa massa de água destruiu violentamente a costa desse município, deixando 3.168 mortos e 759 desaparecidos. Exatas 19.360 casas ficaram completamente destruídas, e ainda há 1.477 refugiados em mais de 50 abrigos espalhados pela cidade. No horário que marcou a tragédia, uma caravana de carros e ônibus lotou o estacionamento do recinto para lembrar às vítimas em silêncio, entre lágrimas e orações, ao som da sirene de emergência. 

No sábado, o premiê japonês, Yoshihiko Noda, visitou pela primeira vez como chefe de governo as zonas arrasadas. Na Província de Miyagi, onde se registraram mais da metade das vítimas do desastre, Noda prometeu reforçar a reconstrução das áreas assoladas, onde se acumulam ainda mais de 23 mil toneladas de escombros.

Dezenas de milhares continuam sem um teto permanente, à espera de que o governo decida onde se construirão suas novas casas e como serão custeadas.

O primeiro-ministro assegurou que os pedidos das autoridades locais de Miyagi, Iwate e Fukushima, as três províncias mais afetadas, englobarão o terceiro orçamento extraordinário que o Executivo prepara para enfrentar os astronômicos custos da reconstrução.

Até agora se aprovaram dois orçamentos extras por um total de 6 trilhões de ienes (equivalente a 56,7 bilhões de euros), e o terceiro contemplaria entre 7 trilhões e 8 trilhões de ienes mais para reabilitar o nordeste (entre 66,1 bilhões e 75,6 bilhões de euros).

*Com EFE

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