Após revisar dados, Colômbia diz ter 125 pessoas sequestradas

BOGOTÁ (Reuters) - A Colômbia informou nesta quinta-feira que 125 pessoas permanecem sequestradas atualmente no país, um número bem inferior aos 2.800 casos que figuravam nas bases de dados oficiais anteriores, o que provocou questionamentos e polêmica envolvendo o relatório do governo. A Colômbia foi considerada por anos como o primeiro país do mundo em número de sequestros, a maioria cometidos pela guerrilha esquerdista em meio a um conflito interno de mais de quatro décadas que já matou milhares de pessoas.

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"Temos todos os elementos documentais e a informação oficial real e suficiente que nos permite estabelecer que na Colômbia há atualmente 125 pessoas que permanecem sequestradas", disse o diretor da estatal Fondelibertad, Harlan Andrés Henao.

No final da década de 1990, foram registrados mais de 3.000 sequestros anuais, a maioria atribuídos a guerrilha que os utiliza como uma importante fonte de financiamento depois do narcotráfico, segundo fontes de segurança.

Mas no último ano, o governo realizou uma rigorosa revisão em suas bases de dados na qual comprovou que centenas de pessoas que figuravam como sequestradas estão livres, foram resgatadas, morreram ou nunca estiveram presas, afirmou o diretor da Fondelibertad.

No entanto, Henao admitiu que deve-se conhecer o paradeiro e a situação de 1.502 pessoas que foram relatadas como desaparecidas, mas sobre as quais não há evidência de sequestro devido a falta de exigências por parte de seus supostos raptores ou famílias que buscavam sua liberdade.

"Muitas dessas pessoas podem estar livres e não sabemos, ou podem ter falecido, ou foram denúncias falsas", explicou o funcionário.

Henao afirmou que dos 125 sequestros comprovados, 66 são de responsabilidade das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), 10 do Exército de Liberação Nacional (ELN) e 49 de outros grupos.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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