reprimida pela polícia." / reprimida pela polícia." /

Após repressão, Damas de Branco voltam às ruas para lembrar Primavera Negra

As Damas de Branco, organização formada por mães e esposas de dissidentes cubanos, voltaram às ruas de Havana nesta quinta-feira, um dia após uma manifestação ter sido http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/03/17/maes+e+esposas+de+dissidentes+sao+presas+em+protesto+em+cuba+9431461.html target=_topreprimida pela polícia.

iG São Paulo |

AFP
Damas de Branco voltam Às ruas de Havana nesta quinta-feira

Damas de Branco voltam Às ruas de Havana nesta quinta-feira

Em marcha para lembrar o sétimo ano da "Primavera Negra", data em que 75 dissidentes foram presos, as cubanas foram vaiadas por cerca de 350 partidários do governo, que também organizaram uma marcha. Segundo a agência AFP, não houve confronto.

"O dia de hoje marca a prisão de nossos familiares. Não vamos deixar de protestar aconteça o que acontecer, que eles façam o que quiserem", disse a dissidente Laura Pollán, enquanto caminhava com o braço direito numa tipoia e com o dedo imobilizado - resultado de um confronto com partidários do governo e policiais na quarta-feira.

Na ocasião, o terceiro dia de passeata, as Damas de Branco foram entraram em confronto com partidários do governo, enquanto policiais obrigaram as manifestantes a entrar em dois ônibus, levando-as à casa de Pollán.

Na manhã desta quinta-feira, 30 mulheres vestidas de branco e levando ramos de flores assistiram à missa na Igreja de La Merced, na Havana Velha, de onde saíram em marcha silenciosa, até encontrarem grupos pró-governos.

AP
Partidários do governo também fazem marcha em Havana
Partidários do governo também fazem marcha em Havana

"Elas são contra a Revolução que vamos defender até o final. As ruas de Cuba pertencem aos revolucionários, não vamos permitir. Deixamos que façam suas marchas, mas temos o direito de não gostar", disse Yamilé González, empregada de uma creche.

Entre as Damas de Branco estava Reyna Luisa Tamayo, mãe do preso Orlando Zapata, que morreu, aos 42 anos, no dia 23 de fevereiro, depois de dois meses e meio de greve de fome para exigir melhores condições carcerárias.

A morte de Zapata motivou protestos internacionais e a condenação ao governo da ilha pelo Parlamento Europeu, além de diversos governos e instituições de direitos humanos.

O governo cubano considera as Damas de Branco a "ponta de lança" da política "subversiva" dos Estados Unidos contra a ilha e as acusa de receber dinheiro de Washington.

Leia também:


Leia mais sobre Cuba

    Leia tudo sobre: cuba

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG