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Após caso da mala , Argentina e EUA ensaiam aproximação assinando acordos

Buenos Aires, 10 jul (EFE).- A Argentina e os Estados Unidos deram hoje, com a assinatura de vários acordos, um novo passo em suas relações, que enfrentaram momentos de tensão no fim de 2007 com o caso da mala, como ficou conhecida a tentativa de um empresário venezuelano de entrar com US$ 800 mil não declarados em Buenos Aires.

EFE |

O subsecretário de Estado para Assuntos Hemisféricos dos Estados Unidos, Thomas Shannon, chegou hoje à capital argentina, à frente de uma delegação de seu país, para dar início às consultas bilaterais de alto nível agendadas em abril.

Shannon, que deve ficar em Buenos Aires até sábado, teve como principal compromisso do dia um encontro com a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, com quem, entre outros assuntos, falou dos objetivos da chamada 4ª Frota Naval, que Washington pretende restabelecer.

Em entrevista após a reunião com Cristina, o funcionário americano disse que a 4ª Frota "não é ofensiva" e irá "respeitar os mares territoriais, sem entrar em rios ou na área litoral" dos países da região pela qual navegará.

"A atividade da Marinha dos Estados Unidos no Caribe, no Atlântico e no Pacífico é de colaboração e de respeito a todos os países", destacou Shannon.

Em sua primeira atividade em Buenos Aires, o americano almoçou com o chefe de gabinete da Presidência argentina, Alberto Fernández, em um encontro "de muita confiança, entre amigos", segundo o subsecretário.

"Foi uma reunião excelente. Conversamos sobre várias coisas. Mas, especialmente, sobre o estabelecimento de um laço durável e de uma agenda bilateral positiva", disse Shannon.

Por sua vez, o embaixador argentino em Washington, Héctor Timerman, afirmou que o encontro serviu para "ratificar o bom momento" que atravessam as relações bilaterais e "a cooperação em muitos temas".

A "política argentina, dos Estados Unidos e da região" também esteve em pauta, declarou o diplomata, que falou à imprensa junto com seu colega americano em Buenos Aires, Earl Wayne, segundo quem "a evolução da economia mundial" foi outro assunto discutido.

Paralelamente aos compromissos de Shannon, funcionários argentinos, liderados pelo vice-chanceler Victorio Taccetti, se encontraram com integrantes da delegação americana, entre eles o subsecretário do Tesouro para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Brian O'Neill.

O primeiro dia de consultas terminou com a assinatura de acordos de cooperação em nanotecnologia e energias alternativas, e com a instrumentação de um encontro anual bilateral sobre direitos humanos, informaram fontes oficiais.

As partes também conversaram sobre a formação de uma comissão parlamentar de amizade e a respeito da possibilidade de governadores de ambos os países viajarem à Argentina e aos Estados Unidos com o objetivo de abrirem novos mercados para seus produtos.

A agenda de Shannon em Buenos Aires inclui um encontro com o ministro da Economia argentino, Carlos Fernández, nesta sexta-feira.

Esse primeiro compromisso do dia vai ser encerrado com um almoço que contará com a participação de Taccetti, Shannon, O'Neil e Timerman.

Depois, o subsecretário americano vai se reunir com o prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri.

A última atividade oficial de Shannon, que antes de chegar à Argentina passou pela Colômbia, deverá ser um jantar com o chanceler argentino, Jorge Taiana, cujo comparecimento ao encontro dependerá de sua volta de Portugal.

Em janeiro deste ano, a Argentina e os EUA deram por superados os atritos derivados do "caso da mala".

Em dezembro, o Governo argentino chegou a subir o tom quando um promotor de Miami que investiga o caso divulgou gravações segundo as quais o dinheiro encontrado na mala de um empresário venezuelano era para a campanha presidencial de Cristina.

No entanto, ambos os países deixaram o episódio para trás, depois que o embaixador Earl Wayne explicou à presidente argentina que o "caso da mala" não tinha motivações políticas. EFE cw/sc

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