TEL AVIV - Israel efetuou nesta terça-feira seu primeiro ataque aéreo desde a trégua com o Hamas implantada no dia 18 de janeiro deste ano. A ofensiva veio como resposta ao http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/01/27/exercito+israelense+confirma+morte+de+soldado+em+ataque+a+bomba+3648949.html target=_topataque que matou um soldado na fronteira com a Faixa de Gaza nesta manhã.

O primeiro ataque aéreo de Israel desde o estabelecimento de um cessar-fogo na Faixa de Gaza causou hoje a morte de um palestino, aparentemente civil, no sul do território palestino.

Testemunhas disseram que a vítima andava de moto pela cidade de Khan Yunes, no sul de Gaza, quando foi atingido por um foguete lançado por um avião de Israel.

Quebra de cessar-fogo

O exército israelense confirmou que um de seus soldados morreu e três ficaram feridos por uma carga explosiva na fronteira com a Faixa de Gaza nesta terça-feira, o primeiro ato de violência desde o cessar-fogo instaurado em 18 de janeiro.

Fontes palestinas e militares israelenses disseram que os milicianos detonaram por controle remoto uma bomba na passagem da patrulha militar israelense.

A autoria do ataque, seguido por um tiroteio, ainda não foi reivindicada por nenhuma facção armada, embora a rádio do Exército israelense tenha afirmado que os autores do ataque foram milicianos do grupo islamita Hamas.

Pouco depois do ataque, os tanques israelenses abriram fogo na direção do sul da Faixa de Gaza e mataram um palestino de 24 anos, indicaram fontes médicas.

Este incidente é o ataque de maior violência desde que foi declarado um cessar-fogo em 18 de janeiro nos combates na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, depois de uma ofensiva militar israelense de 22 dias.


Tanque israelense patrulha fronteira de Gaza / AP

A ofensiva israelense durou três semanas e matou cerca de 1,3 mil palestinos. Outros 13 israelenses morreram, sendo dez deles soldados. Mediadores do Egito têm se encontrado separadamente com representantes de Israel e do Hamas para tentar negociar um cessar-fogo permanente.

O grupo palestino pede a reabertura das fronteiras de Gaza, inclusive com o Egito, e o fim do bloqueio econômico israelense.

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