BANGCOC - A Tailândia volta à normalidade após os protestos antigovernamentais e nacionalistas do sábado que causaram 17 feridos e reuniram cerca de 20 mil pessoas em Bangcoc e outras 4 mil em uma região da fronteira com o Camboja.

Reuters
Multidão reunida para ouvir mensagem de Shinawatra

Multidão reunida para ouvir mensagem de Shinawatra

Sem os confrontos, as autoridades estudam retirar a Lei de Segurança Interna que impuseram na sexta-feira passada em uma área da capital tailandesa.

A grande manifestação, vigiada por 16 mil policiais e soldados, terminou sem incidentes graves quando os presentes escutaram a mensagem gravada vinda do exílio de seu ídolo, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra.

O ex-líder afirmou a seus partidários, agrupados na legenda Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, que os tailandeses viviam pior hoje que há três anos, quando ele governava e foi derrubado por um levante.

A normalidade também voltou à área de Kantharalak, no sudeste do país, onde na véspera houve 17 feridos e onde fica Preah Vihear, um templo hindu do século XI que Tailândia disputa com o Camboja.

EFE

Manifestantes enfrentam a polícia perto da fronteira com o Camboja

Confronto

Moradores de Kantharalak enfrentaram com pedras, paus e outras armas improvisadas os 4 mil seguidores da Aliança do Povo para a Democracia, adversários do grupo de Shinawatra, que iam para Preah Vihear para realizar um ato de reivindicação patriótica.

Os corpos de segurança intervieram para ajudar os primeiros que tentavam impedir que o ato nacionalista aumentasse a tensão com os vizinhos cambojanos.

Crise política

A Tailândia vive imersa em uma profunda crise política desde o golpe de Estado de 2006 e as contínuas disputas entre os seguidores e opositores de Shinawatra impedem o país de seguir adiante.

O Governo da Tailândia está desde o dezembro passado em mãos dos oponentes do multimilionário Shinawatra.

Leia mais sobre Tailândia

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.