Após protestos, Irã prende 10 membros da oposição

TEERÃ - O governo do Irã prendeu nesta segunda-feira pelo menos 10 importantes membros da oposição, um dia depois de choques entre opositores e forças de segurança terem deixado pelo menos oito mortos no país, informou o site oposicionista Norooz.

iG São Paulo |

AFP

Iraniano em protesto: choques foram os piores em seis meses

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Segundo o site, foram detidos três assessores do líder de oposição Mir Hossein Mousavi, declarado derrotado nas eleições presidenciais de junho, juntamente com sete políticos reformistas, incluindo dois colaboradores próximos do ex-presidente Mohamad Khatami.

Entre os detidos estariam Ghorban Behzadian Nayad, Mohamad Bagherian e Ali Reza Bahesti Shirazi, membros da plataforma eleitoral de Moussavi, e Morteza Haji, ex-ministro e diretor-geral da Fundação pró-reformista "Baran", e seu adjunto Hassan Rasuli - os dois últimos, colaboradores de Khatami.

O site "Fararu" informou que também foi preso o ativista opositor Emad e-Din Baghi, vencedor de vários prêmios internacionais pela luta em favor das liberdades. Segundo a fonte, Baghi, historiador e jornalista conhecido por defender os direitos humanos, foi detido em casa.

Horas antes, o site "Jaras", também de oposição, tinha informado que a polícia iraniana prendeu na madrugada Ibrahim Yazdi, ex-ministro iraniano de Assuntos Exteriores e relevante figura da oposição. O ex-chanceler, líder do Movimento Livre, foi um dos principais envolvidos na revolução que em 1979 tirou do poder o último xá da Pérsia, Mohamad Reza Pahlevi.

Chefe da diplomacia iraniana no primeiro governo posterior à revolução, deixou o poder quando os clérigos começaram a apropriar-se dos principais cargos de responsabilidade política no país. Nas últimas eleições, Yazdi apoiou o movimento de oposição verde de Moussavi e se mostrou propício a uma mudança no atual regime.

De acordo com o site, a polícia disparou gás lacrimogêneo nesta segunda-feira para dispersar simpatizantes de Mousavi que se reuniram para prestar condolências ao sobrinho dele, Ali Mousavi, que morreu nos confrontos do fim de semana.


Nenhuma das informações foi confirmada por outros órgãos de imprensa, já que o governo iraniano proibiu a atuação da imprensa internacional em manifestações da oposição.

Segundo o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, oito pessoas morreram nos choques, que também deixaram 60 feridos em Teerã, segundo o Ministério da Saúde.

Os confrontos do domingo foram os mais violentos desde junho, quando opositores organizaram uma série de protestos para denunciar como fraude a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Segundo sites de oposição, dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas de várias cidades do país em protestos que coincidiram com o festival da ashura, o mais importante dos muçulmanos xiitas.

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Com informações de Reuters e EFE

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