Após prender 12, Reino Unido diz haver 'séria' ameaça terrorista

Prisões foram feitas na maior operação antiterror em dois anos no Reino Unido; há informações de planos da Al-Qaeda para o Natal

iG São Paulo |

O Reino Unido enfrenta "uma grave e real ameaça de terrorismo", disse nesta segunda-feira a ministra britânica do Interior, Theresa May, após a detenção de 12 homens em várias localidades do país suspeitos de preparar e instigar atos terrorista dentro do país. Foi a maior operação antiterror em dois anos no Reino Unido

"Fui totalmente informada sobre a operação policial que foi encerrada com 12 detenções, mas, por razões óbvias, não é apropriado que se comente mais detalhes nesse ponto, pois poderemos entrar em uma complexa e prolongada investigação", explicou a ministra à imprensa. Theresa agradeceu pelo trabalho da polícia, que, segundo ele, "vem mantendo a segurança no país".

Os homens, cinco deles de Cardiff (País de Gales), quatro de Stoke-on-Trent (Inglaterra) e três de Londres, foram detidos em suas casas ou nos arredores, sob a suspeita de conspiração, preparação e instigação de atos terroristas. Até o momento, a polícia não deu detalhes sobre as supostas atividades terroristas dos 12 detidos.

As prisões aconteceram dias depois de o chefe antiterrorismo do Ministério do Interior do Iraque, general Dhiya Hussein, ter afirmado que a rede terrorista Al-Qaeda planeja realizar ataques nos EUA e Europa perto do Natal.

Segundo o general, a informação foi dada por um suposto integrante de uma célula da Al-Qaeda no Iraque que estava em um grupo de 39 insurgente presos em uma ação no mês passado.

O general acrescentou que o Iraque já repassou as informações para os países mencionados, e disse que interrogadores americanos conversaram com o insurgente.

"Estamos cientes do anúncio sobre supostos planos terroristas para ataques contra os EUA e a Europa", disse Kelli Lane, porta-voz do Exército norte-americano em Bagdá. "A missão dos EUA no Iraque irá trabalhar de perto com o governo do Iraque e nossos parceiros para ajudar a determinar a extensão de qualquer ameaça potencial."

Ameaça no ar

No Natal de 2009, os Estados Unidos impediram que o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab detonasse explosivos em um avião americano que voava de Amsterdã a Detroit com mais de 200 passageiros a bordo. Segundo autoridades americanas, ele teria sido treinado pela Al-Qaeda no Iêmen.

Em outubro deste ano, dois pacotes suspeitos foram interceptados por autoridades da Grã-Bretanha e de Dubai. Os pacotes, que continham explosivos, partiram do Iêmen em direção aos Estados Unidos. De acordo com a imprensa americana, o principal suspeito é Ibrahim Hassan al-Asiri, um cidadão da Arábia Saudita que seria um dos líderes da Al-Qaeda na Península Arábica.

Segundo o presidente americano, Barack Obama, os dois dispositivos estavam direcionados a organizações judaicas na área da cidade americana de Chicago. Ele não especificou quais seriam as instituições. As bombas foram encontradas após informações coletadas pelo serviço secreto saudita.

*Com EFE e Reuters

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