Após posse, Congresso dos EUA deve se concentrar na economia

Por Thomas Ferraro e Richard Cowan WASHINGTON (Reuters) - O novo Congresso dos Estados Unidos toma posse na terça-feira sob pressão para aprovar um pacote contra a recessão, que pode ser sancionado pelo futuro presidente Barack Obama logo após sua posse, no dia 20.

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"Estamos num ponto muito difícil, a situação está piorando", disse Obama a jornalistas na segunda-feira, após reuniões com líderes parlamentares no Congresso, para tentar aprovar o pacote.

Apesar da recessão, das duas guerras em curso e de haver 46 milhões de norte-americanos sem plano de saúde, o primeiro dia da nova legislatura deve ser uma espécie de festa da vitória para os democratas, que ampliaram seu controle sobre a Câmara e o Senado nas eleições de novembro.

Também na terça-feira, a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, deve ser eleita para mais um mandato. Ela é a mulher com o cargo mais elevado na política dos EUA.

A celebração democrata será manchada, porém, por confusões a respeito de duas vagas no Senado.

A bancada democrata promete vetar, ao menos por enquanto, a indicação do seu correligionário Roland Burris, que foi indiciado pelo governador de Illinois, Rob Blagojevich, acusado de tráfico de influência.

Além disso, o líder democrata no Senado, Harry Reid, desistiu temporariamente da tentativa de empossar o comediante Al Franken, também democrata, eleito em uma disputa apertadíssima, cujo resultado está sendo contestado na Justiça.

Se Burris e Franken tomarem posse, a bancada democrata irá a 59 senadores (de um total de 100). Será a maior margem em 30 anos, e faltaria apenas um senador para romper a barreira dos 60 e impedir obstruções regimentais dos republicanos.

A definição dessas duas vagas, porém, ainda deve demorar, pois depende de batalhas judiciais, negociações nos bastidores e obstáculos regimentais.

Os democratas esperavam que o pacote econômico estivesse aprovado a tempo de ser sancionado por Obama no seu primeiro dia. Agora, porém, eles admitem que o processo pode ir até meados de fevereiro, ou mais.

Os republicanos, que resistem às propostas de Obama para que haja mais gastos públicos em infra-estrutura e saúde, reagiram bem à proposta do futuro governo de oferecer também 310 bilhões de dólares em benefícios fiscais para empresas e a classe média.

"Haverá amplo apoio republicano para que um percentual significativo do pacote seja de alívio fiscal", disse o líder da minoria no Senado, o republicano Mitch McConnell.

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