Após ouvir EUA, Amorim prevê conclusão de Doha ainda em 2010

Brasília, 17 set (EFE).- Após se reunir com o representante de comércio exterior de Washington, Ron Kirk, o chanceler Celso Amorim disse hoje que Brasil e Estados Unidos acreditam que será possível alcançar um acordo para concluir a Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) ainda em 2010, Os dois países estão convencidos de que é possível concluir as negociações em 2010, o que naturalmente vai requerer um grande esforço, disse o ministro das Relações Exteriores, em coletiva de imprensa após o encontro com Ron Kirk.

EFE |

Para Amorim, o principal fator para completar as negociações sobre a liberalização do comércio mundial está na vontade política dos líderes dos países envolvidos.

Já Kirk assegurou que, embora o começo das negociações tenha sido cercado de ceticismo, agora há progresso. Segundo ele, "a vontade política está mudando" e isso agilizará a conclusão de Doha, cujas negociações começaram em 2001 e foram bloqueadas em julho de 2008.

O representante americano afirmou que os EUA têm interesse em resolver a questão "de forma negociada", embora tenha afirmado que respeita os mecanismos de compensação da OMC e a aplicação de sanções pelo Brasil, o que entende como uma "decisão soberana".

Amorim, por sua vez, afirmou que o Brasil ainda não determinou que sanções vai aplicar e insistiu que a intenção ao tomar medidas do tipo é forçar uma mudança de atitude em seu parceiro comercial, para que adapte suas políticas às regras do comércio internacional.

Antes de se reunir com Amorim, Kirk teve um encontro com Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional de Indústria (CNI), com quem discutiu as barreiras às importações aplicadas pela Argentina, além de outras questões comerciais.

Em coletiva de imprensa após o encontro, o presidente da patronal afirmou que o representante americano perguntou como os industriais brasileiros enfrentam as barreiras comerciais de Buenos Aires, pois também afetam empresas dos EUA com filiais no Brasil.

Durante o encontro, também se abordaram temas relativos à exportação do etanol brasileiros para os EUA e os mecanismos de compensação para a redução de emissões de carbono. EFE mp/rr

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