BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), reavaliou seu posicionamento em relação a ida de deputados federais a Honduras para conhecer as condições dos brasileiros no país. Temer havia considerado preocupante a ida dos deputados em um momento em que é incerta a segurança da embaixada, onde está o presidente deposto, Manuel Zelaya.


"A preocupação era quase física, com a incolumidade dos parlamentares que vão pra lá", disse. No início desta tarde, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, reiterou seu apoio à viagem, colocando os instrumentos do Itamaraty a disposição dos parlamentares. "Eles vão fazer aquilo que estou chamando de diplomacia parlamentar", completou Temer.

O grupo de cinco deputados federais decidiu ir à capital hondurenha, Tegucigalpa, para visitar o Parlamento local e avaliar as condições de brasileiros e de funcionários da embaixada do Brasil, ocupada há mais de uma semana pelo presidente deposto, Manuel Zelaya.

Participam da missão os deputados Raul Jungmann (PPS-RJ), Maurício Rands (PT-PE), Cláudio Cajado (DEM-BA), Ivan Valente (PSOL-SP) e Bruno Araújo (PSDB-PE). Os deputados devem se reunir com o presidente do Congresso hondurenho, José Alfredo Saavedra.

A partida está prevista para a manhã desta quarta-feira, com retorno na sexta-feira. Os deputados iriam em voo da Força Aérea Brasileira (FAB) até El Salvador e de lá partiriam para Honduras em voo comercial, na condição de cidadãos. A entrada no país teria a garantia do Parlamento hondurenho

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