Após novo tremor, governo suspende alerta de tsunami no Japão

Tremor de 6,2 graus foi sentido em Tóquio. Alerta de tsunami chegou a ser emitido

iG São Paulo |

O governo japonês cancelou o alerta de tsunami que havia emitido por volta das 10h de segunda-feira (horário local), após um novo tremor de 6,2 graus de magnitude na escala Richter atingir o país.

A Agência Meteorológica alertou sobre a possibilidade da chegada de ondas de até três metros na província de Fukushima e moradores foram retirados às pressas de casa. 

O epicentro do tremor ocorreu a dez quilômetros de profundidade no litoral da província de Ibaraki. O terremoto pôde ser sentido com força também em Tóquio. Foi mais uma das quase 280 réplicas do terremoto de 8,9 de magnitude que atingiu o país na sexta-feira.

O diretor da Agência Meteorológica, Takashi Yokota, indicou que, depois da quarta-feira, o risco de novos tremores se reduzirá para 50% em uma área de 500 quilômetros de comprimento e 200 de largura, frente ao litoral das províncias de Ibaraki e Miyagi.

O número de mortos pelo terremoto seguido de tsunami é de 1.596, segundo o último balanço oficial divulgado pelo governo neste domingo. Outras 1.085 pessoas estão desaparecidas. As agências locais afirmam que cerca de 2 mil corpos foram encontrados na segunda-feira (horário local) na província de Miyagi.

Conforme autoridades, 643 mortes foram confirmadas na província de Miyagi nas últimas horas do domingo (horário local). A região foi uma das mais devastadas pelo terremoto no nordeste do país. Um chefe de polícia afirmou à rede de TV japonesa que o tremor seguido de tsunami pode ter causado mais de 10 mil mortes somente na província.

Neste domingo, o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, disse que o país enfrenta a maior crise de sua história desde a Segunda Guerra Mundial, quando bombas atômicas foram lançadas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki. Kan fez um apelo para que os japoneses permaneçam unidos para criar "um novo Japão".

Segundo o premiê, cerca de 12 mil pessoas foram resgatadas e o governo do Japão dobrou o número de militares que atuam na busca por sobreviventes. No sábado, eram cerca de 50 mil e agora já passam de 100 mil. Operações de resgate acontecem em meio a um cenário impressionante: prédios destruídos, árvores caídas e ruas tomadas por lama, carros, barcos e até pequenos aviões.

Equipes de resgate usam botes para passar por áreas inundadas, buscando sobreviventes em um mar de destroços. Segundo autoridades, a maior parte das centenas de mortes registradas até agora foi causada por afogamento, após ondas gigantes arrastarem carros e casas nas cidades costeiras.

Maior tremor da história do Japão

De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), o terremoto de 8,9 graus de magnitude é o maior já registrado na história do Japão e o 7° maior da história.

Até hoje, o mais forte terremoto do Japão tinha acontecido em 1933. Com 8,1 graus de magnitude, o tremor atingiu a região metropolitana de Tóquio e matou mais de 3 mil pessoas.

Os tremores de terra são comuns no Japão, um dos países com mais atividades sísmicas do mundo, já que está localizado no chamado "anel de fogo do Pacífico".

O país é atingido por cerca de 20% de todos os terremotos de magnitude superior a 6 que acontecem em todo o planeta.

*Com CNN, EFE e FP

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